O ex-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores e ex-deputado João de Deus afirmou que ainda é cedo para discutir a vaga de vice na chapa majoritária que o partido formará para as eleições de 2026. Segundo ele, a definição costuma ocorrer apenas nos momentos finais das negociações políticas.
“O partido é receptivo a qualquer posição, a qualquer pré-candidatura. O PT não pode se fechar a discutir, qualquer que seja ela. Então tem um nome posto? Tem outros nomes? Alguém propôs? Então que se apresentem. Nós temos bastante tempo. Vice não se discute com a antecedência. Em geral, vice você discute no último momento, até porque termina entrando também como uma espécie de espaço de negociação política”, destacou ao PortalODia.com nesta quarta-feira (29).
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João de Deus também comentou o processo de formação da chapa majoritária e reforçou que qualquer filiado tem o direito de colocar seu nome à disposição para disputar o cargo. Segundo o ex-deputado, o governador Rafael Fonteles tem dialogado com a Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores sobre o tema.
“Há cerca de 20 dias, o governador fez questão de ir à executiva, dialogou com todos os seus membros. Eu não faço mais parte da executiva, hoje integro o Diretório Nacional, mas participei da reunião como alguém interessado nesse debate político”, contou.
O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores no Piauí ressaltou que o encontro reafirmou o caráter democrático do processo de escolha. “Nosso entendimento e o que saiu do partido, inclusive também do governador, que qualquer outro nome tem legitimidade para se colocar para o partido e o partido vai discutir na hora certa e vai decidir. O nome do atual secretário Washington Bandeira, com certeza, é um excelente nome, um quadro importante do PT, mas o próprio governador reconhece que qualquer outro nome, e o PT sempre foi assim, vai ter o direito como filiado de colocar seu nome”, afirmou.
Por fim, João de Deus defendeu que o partido mantenha a tradição de debates internos baseados no diálogo e no convencimento. “Esse é um processo muito amadurecido dentro do PT. O PT não tem dono, nós temos o maior respeito pelos nossos maiores líderes, mas lá todo mundo é igual. Então o debate vai para o convencimento, aquele que conseguir convencer que é o melhor nome, seguramente o debate será feito, logicamente que terá sido aprovado pelo partido”, finalizou.
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