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Operação prende advogado suspeito de intimidar autoridades no litoral do Piauí

Um advogado foi preso na manhã desta terça-feira (10), em Parnaíba, litoral do Piauí, por suspeita dos crimes de perseguição, coação no curso do processo e tentativa de interferência na atuação do Poder Judiciário. A prisão ocorreu durante a Operação Intangere, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva e de mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, o suspeito teria adotado condutas de intimidação e constrangimento com o objetivo de pressionar a atuação jurisdicional em um processo. De acordo com a polícia, as ações investigadas incluiriam monitoramento de autoridade pública e a utilização de terceiros ligados à criminalidade organizada para tentar influenciar decisões.

Arquivo/O Dia
Operação prende advogado suspeito de intimidar autoridades no litoral do Piauí

A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Civil durante o andamento das investigações. O pedido foi posteriormente endossado pelo Ministério Público e autorizado pelo Poder Judiciário.

A operação foi conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, Repressão e Combate ao Tráfico de Drogas de Luís Correia (DFHT), com apoio da Delegacia Seccional de Luís Correia, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Piauí (FICCO/PI) e do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil em Parnaíba.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão submetidos à análise técnica. O objetivo, segundo os investigadores, é extrair dados que possam contribuir para o aprofundamento das apurações e para o esclarecimento dos fatos investigados.

O delegado João Filipe afirmou que o investigado foi detido durante a operação e colocado à disposição da Justiça. Segundo ele, os materiais apreendidos passarão por perícia para verificar possíveis informações relacionadas ao caso.

“O investigado foi preso e colocado à disposição da Justiça. Os equipamentos recolhidos serão analisados para que possamos aprofundar as investigações”, declarou.

A operação foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme prevê a legislação em situações que envolvem profissionais da advocacia. A presença da entidade ocorre para garantir o respeito às prerrogativas profissionais durante a realização das diligências.

Em nota, a Polícia Civil ressaltou que a advocacia é considerada função essencial à Justiça e destacou que as condutas investigadas são atribuídas exclusivamente ao suspeito. O nome da operação faz referência à ideia de inviolabilidade das instituições e ao princípio de que a atuação da Justiça não deve sofrer pressões ou tentativas de intimidação.


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