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Nilda Nunes defende mais políticas de saúde e proteção às mulheres no Piauí

A candidata Nilda Nunes (MDB), que disputa uma vaga de deputada estadual pelo Piauí nas eleições de 2026, defendeu a ampliação de políticas públicas de saúde, proteção às mulheres e acolhimento da população LGBTQIA+. Nesta sexta-feira (28), durante sabatina no programa Comando Geral, do O Dia, ela também apresentou propostas voltadas aos agentes comunitários de saúde e falou sobre sua atuação na campanha.

Nilda tem 52 anos, é natural de Dom Expedito Lopes e mora em Picos desde a infância. Agente comunitária de saúde há mais de 25 anos, ela também possui trajetória sindical e comunitária. Esta é a primeira vez que disputa uma eleição, se juntando aos 151 candidatos que concorrem às 30 vagas para a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

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Nilda Nunes defende mais políticas de saúde e proteção às mulheres no Piauí

Saúde e valorização dos agentes

Uma das principais bandeiras apresentadas pela candidata está relacionada à categoria dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Segundo Nilda, esses profissionais ocupam uma posição estratégica na atenção primária por manterem contato direto com as famílias e identificarem demandas que chegam posteriormente às unidades de saúde.

Ela defendeu a criação de políticas para garantir o reconhecimento de direitos previstos nacionalmente para a categoria. Entre os pontos citados está o incentivo financeiro adicional pago no fim do ano com recursos do Ministério da Saúde, que, segundo Nilda, não é reconhecido por todos os municípios para pagamento aos profissionais.

“Nem todos os municípios têm esse reconhecimento, então são essas políticas (que precisam ser valorizadas) também. E aqui, no nosso Estado, nós precisamos unificar essas leis através dos nossos planos de carreira”, afirmou.

A candidata também defendeu uma articulação entre Estado e municípios para fortalecer a categoria. Segundo ela, já existe um projeto apresentado ao Governo do Estado para discutir uma possível contrapartida estadual destinada aos municípios e aos agentes.

Atualmente licenciada das atividades sindicais, Nilda afirmou que já ocupou a presidência da Federação dos Agentes e representa a categoria nacionalmente pela Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (CONACS). Ela estima que o Piauí tenha mais de 8 mil agentes comunitários de saúde.

Proteção às mulheres e população LGBTQIA+

Outro tema abordado durante a sabatina foi a violência contra a mulher e as dificuldades enfrentadas pela população LGBTQIA+. Nilda defendeu políticas de acolhimento e orientação para pessoas que tenham dificuldade de denunciar situações de violência ou até mesmo de procurar serviços públicos.

A candidata afirmou que muitas mulheres ainda têm medo de se expor e que esse receio também pode aparecer no acesso à saúde. Para ela, o poder público precisa oferecer mecanismos que façam essas pessoas se sentirem protegidas para buscar atendimento e denunciar violações.

“Que a gente possa estar trabalhando esses projetos de acolhimento, de aconselhamento e dizer que você está aqui, você precisa falar, você precisa denunciar”, declarou.

Segundo ela, o objetivo seria criar condições para que essas pessoas tenham acesso aos serviços públicos sem medo ou constrangimento.

Apoio à juventude

A juventude é outro segmento destacado pela candidata. Nilda afirmou que pretende defender investimentos em cultura, esporte e lazer, especialmente para jovens de comunidades periféricas. Ela relatou que, em Picos, sua própria residência já foi utilizada como espaço de ensaio por jovens que não encontravam locais adequados para desenvolver atividades culturais.

Nilda também afirmou que existem leis que garantem recursos para artistas e agentes culturais, mas avaliou que parte desses mecanismos não chega ao público que precisa dos benefícios. Entre os motivos citados estão dificuldades relacionadas ao uso de tecnologias e ao acesso às informações necessárias para solicitar os recursos.

Cenário eleitoral

Durante a sabatina, Nilda também foi questionada sobre a estrutura oferecida pelo MDB para sua candidatura e sobre a disputa interna na legenda. Ela afirmou que se sente acolhida pelo partido, embora reconheça diferenças de estrutura entre os candidatos.

“Não é porque, às vezes, tem um candidato ou outro que tem mais estrutura, que a gente vai deixar de fazer o nosso trabalho”, disse.

A candidata também falou sobre a estratégia para levar sua campanha a outros municípios. Segundo ela, a atuação junto à categoria dos agentes de saúde permite contato com lideranças de diferentes regiões do Estado. Nilda reconheceu, porém, que enfrenta dificuldades de deslocamento durante a campanha.

Questionada sobre a unidade entre os agentes comunitários em torno de sua candidatura, ela afirmou que existe “uma boa aceitação”, mas não apontou consenso total dentro da categoria. Nilda explicou ainda que inicialmente havia recebido convite para disputar uma vaga de deputada federal, mas posteriormente migrou para a disputa estadual por questões relacionadas às legendas.

Sobre a eleição majoritária, Nilda afirmou que sua candidatura está alinhada ao grupo político que apoia.