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Líder do Governo defende fidelidade partidária, mas critica punições rígidas a aliados

O líder do Governo na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), deputado Dr. Vinícius Nascimento (PT), reforçou a necessidade de cumprimento da fidelidade partidária por parte de prefeitos e aliados da base governista. Segundo o parlamentar, o estatuto interno do partido exige esse compromisso, mas ele pondera que sanções mais severas devem ser analisadas com cautela, especialmente em casos envolvendo apoio pontual a integrantes da oposição.

Assis Fernandes / O Dia
Líder do Governo defende fidelidade partidária, mas critica punições rígidas a aliados

As declarações ocorrem em meio a um possível início de crise interna no PT, após o prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro (PT), declarar apoio público ao senador Ciro Nogueira (Progressistas), principal liderança da oposição no estado. A manifestação provocou reação imediata do presidente do diretório estadual do PT, deputado Fábio Novo, que determinou a suspensão partidária do gestor municipal. Em resposta, Felipe Ribeiro anunciou que irá solicitar a desfiliação do partido.

Ao comentar o episódio, Dr. Vinícius afirmou que situações semelhantes podem se repetir, sobretudo no contexto eleitoral de 2026, e defendeu uma análise individualizada dos casos.

“São coisas diferentes [as punições sobre infidelidade partidária]. O partido tem que cobrar fidelidade, até porque no seu estatuto é exigido. Ele [Fábio Novo], como presidente, tem que realmente se posicionar como presidente do Partido dos Trabalhadores e tem que seguir à risca o regimento do partido”, declarou em entrevista ao PortalODia.com.

O líder governista ressaltou ainda que a relação institucional dos prefeitos com senadores e deputados deve ser avaliada caso a caso, levando em consideração os benefícios destinados aos municípios.

“A forma de relacionamento dos prefeitos com os senadores e com os deputados é que tem que ser avaliado caso a caso. Isso não é uma avaliação sumária. Tem que se ver quais são os benefícios que cada senador e que cada deputado levou para aquele município para que se tenha um juízo de valor do posicionamento de algum político que esteja dentro do Partido dos Trabalhadores e que tenha o apoio a alguém que não é da base do governo”, disse.

Vetos do Executivo

Durante a entrevista, Dr. Vinícius também respondeu às críticas de bastidores sobre o elevado número de vetos do Executivo a projetos aprovados pela Alepi ao longo de 2025. Segundo ele, parte das insatisfações decorre do acúmulo de vetos de anos anteriores.

“Na verdade, não viram porque o presidente Franzé não colocou para ser votado os vetos no ano de 2023 e 2024. E o presidente Severo, ele traz as matérias, tanto as matérias de veto quanto às matérias que foram sancionadas. Então, talvez seja esse o diálogo. Muitos dos vetos que foram colocados são vetos do ano de 2024 e 2023 e não do ano de 2025”, explicou.

Balanço de 2025

Ao fazer um balanço das atividades legislativas em 2025, o líder do Governo avaliou o ano como produtivo e marcado pela aprovação de matérias estratégicas para o estado.

“Foi um ano de muito trabalho e matérias muito importantes para o nosso estado. A regulamentação de leis que trouxeram realmente um controle fiscal maior, a aprovação do teto de gastos do setor público, isso vai trazer um benefício futuro muito grande. Matérias que conseguiram trazer recursos para o estado do Piauí para poder manter esse investimento, a qualidade das escolas e do setor de saúde”, concluiu.


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