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Indicadores apontam queda na mortalidade materna e infantil no Piauí em 2025

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) divulgou, nesta terça-feira (20), dados referentes aos resultados dos indicadores da saúde pública no Piauí, de 2022 a 2025, colhidos em parceira com o Sistema Único de Saúde (SUS). As estatísticas apontam redução nas mortes maternas, neonatais e infantis durante os três anos observados, e mostram queda tanto no número absoluto de óbitos, quanto nas taxas calculadas por nascidos vivos, parâmetro utilizado para comparação nacional e internacional.

De acordo com o levantamento, a mortalidade materna apresentou a redução mais expressiva no período analisado. Em 2022, o estado registrou 37 óbitos maternos. No ano de 2025, esse número caiu para 2024, o que representa uma redução de 35,2%. A razão de mortalidade materna, indicador que mede o número de mortes por 100 mil nascidos vivos, passou de 87,6 em 2022 para 60,8 em 2025, indicando melhora no acompanhamento da gestação, parto e puerpério.

Reprodução/Pixabay
Indicadores apontam queda na mortalidade materna e infantil no Piauí em 2025

A mortalidade neonatal, que considera óbitos ocorridos até o 26º dia de vida, também apresentou queda, de acordo com os dados. O número de óbitos neonatais por 100 mil nascidos vivos diminuiu de 415 em 2022 para 337 em 2025, uma redução de 18,8%. No mesmo intervalo, a taxa de mortalidade neonatal por mil nascidos vivos caiu de 9,8 para 8,5.

Já a mortalidade infantil, que inclui óbitos de crianças com atpe um ano de idade, seguiu a mesma tendência. Em 2022, o Piauí registrava 666 óbitos infantis por 100 mil nascidos vivos. Em 2025, o índice recuou para 544, o que representa uma redução de 18,3%. A taxa de mortalidade infantil por mil nascidos vivos passou de 15,8 para 13,7 no período analisado.

Os indicadores de mortalidade são utilizados para avaliar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde, especialmente na atenção básica, no pré-natal, na assistência ao parto e o cuidado com recém-nascidos e crianças. A redução das taxas sugere avanços nesses pontos, embora os números ainda indiquem desafios relevantes, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social.

Os dados divulgados pela Sesapi integram o monitoramento contínuo da saúde pública no estado e servem como base para planejamento e avaliação de políticas públicas. A comparação entre os anos permite identificar tendências e direcionar ações para reduzir riscos evitáveis, principalmente entre gestantes, recém-nascidos e crianças.

Mesmo com a queda registrada, a mortalidade materna e infantil permanece como um dos principais indicadores de desigualdade social e de acesso aos serviços de saúde no país. No caso do Piauí, os números reforçam a importância de manter estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo para consolidar os resultados observados e ampliar a redução nos próximos anos.


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