O mundo já vive os efeitos do aquecimento global. Em 2026, o Met Office, agência meteorológica do Reino Unido, projetou que este ano deverá figurar entre os mais quentes já registrados. No Piauí, os reflexos desse cenário foram sentidos em 2025, quando cerca de 125 municípios decretaram estado de emergência por causa da seca. Para o primeiro semestre deste ano, as previsões climáticas indicam chuvas irregulares, com volumes dentro da média em algumas regiões e abaixo do normal em outras áreas do estado.
Em entrevista ao Sistema O Dia, nesta terça-feira (27), a secretária de Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, afirmou que o órgão, em conjunto com outras secretarias e articulado pela Secretaria do Planejamento, tem adotado medidas para mitigar os efeitos da seca no campo.
Entre as ações está a distribuição de palma forrageira, cultura resistente à estiagem que é utilizada na alimentação animal. A previsão para este ano é a entrega de 400 mil unidades em diferentes regiões do estado. Nos últimos anos, com a redução das chuvas, o uso de carros-pipa passou a fazer parte da rotina de comunidades em áreas mais áridas. Diante disso, Rejane Tavares informou que o estado decidiu antecipar a construção de cisternas para consumo humano e produção animal, aproveitando o período chuvoso.
“Vamos antecipar a construção delas nos municípios em situação de calamidade, para que possamos ter um próximo inverno com reservatórios de água que permita uma resistência maior do agricultor familiar a essa situação, com cisternas para o consumo humano e outra de produção, que permite manter os animais”, declarou.
Outro ponto afetado pela irregularidade climática foi a distribuição de sementes crioulas, utilizadas para estimular a produção agrícola. Segundo Rejane Tavares, o cronograma precisou ser ajustado por causa da instabilidade das chuvas, que têm ocorrido de forma esparsa ou concentradas em curtos períodos.
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“Houve uma chuva no início de janeiro no semiárido e fomos informados que as chuvas iriam ter uma parada, então seguramos a distribuição das sementes, pois se distribuíssem e os agricultores plantarem, iriam perder a produção”, declarou a gestora.
Para a secretária, o enfrentamento aos impactos do aquecimento global no estado depende de uma atuação integrada também com os municípios. “Essa questão das mudanças climáticas são fundamentais para que haja uma articulação entre as secretarias, que nenhuma secretaria sozinha tem capacidade de resolver”, declarou.
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