O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, afirmou que o projeto da Hidrovia do Rio Parnaíba segue em fase de estudos técnicos e planejamento, com reuniões semanais para viabilizar os próximos passos. Segundo ele, o plano estrutural já está concluído e o avanço agora depende de trâmites burocráticos, especialmente do processo de licitação.
“Em relação à hidrovia, os estudos estão sendo realizados. Havia recursos do Governo Federal, por meio da Eletrobras, e hoje já temos todo o plano definido. Agora é uma questão burocrática de licitação para avançarmos. Existe a possibilidade de que alguns investimentos ocorram já nos três primeiros meses, principalmente na área ambiental”, explicou.
De acordo com o secretário, a iniciativa prevê investimentos estimados entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões exclusivamente para ações de recuperação ambiental, como a revitalização de nascentes e intervenções estruturais necessárias para tornar o rio navegável de forma segura e sustentável.
O projeto também contempla obras de dragagem para permitir o tráfego de embarcações de carga e passageiros, além da implantação de píeres e outras estruturas de apoio à navegação.
“É um conjunto de ações que envolve dragagem, infraestrutura e, principalmente, a recuperação do próprio rio desde as nascentes. O objetivo é unir desenvolvimento econômico, logística e proteção ambiental”, destacou Feliphe Araújo.
A liberação de até R$ 1 bilhão para a execução do projeto depende da aprovação do plano pela Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). Os recursos são oriundos da privatização da Eletrobras, realizada em 2022. Uma das condicionantes da desestatização foi a destinação de parte do valor arrecadado para a revitalização das bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Parnaíba.
Segundo o Governo do Estado, as obras para a ampliação da capacidade da Hidrovia do Rio Parnaíba devem ter início no segundo semestre de 2026. O modal é considerado estratégico para o transporte de mercadorias entre o sul e o norte do Piauí, facilitando a exportação de produtos por meio do Porto Piauí.
A expectativa é que os primeiros estudos de campo sejam iniciados ainda em 2026. O projeto será executado por etapas, com crescimento gradual da capacidade operacional, acompanhando o aumento do volume de cargas transportadas.
Quando estiver em plena operação, a hidrovia deverá alcançar mais de 900 quilômetros de extensão, conectando a principal região produtora de grãos do sul do estado ao litoral. A iniciativa promete reduzir significativamente os custos logísticos e a emissão de gases poluentes, ao diminuir a dependência do transporte rodoviário.
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