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Gustavo Henrique contesta decisão da Executiva Nacional do Avante e mantém candidatura ao Governo do Piauí

O ex-presidente estadual do Avante, Gustavo Henrique, afirmou nesta terça-feira (11) que mantém sua candidatura ao Governo do Piauí e contestou a decisão da Executiva Nacional da legenda que anulou a convenção realizada pelo seu grupo. Segundo ele, o ato da direção nacional é “ilegal” e não produziria, em sua avaliação, efeitos sobre a candidatura homologada na convenção estadual do dia 30 de julho.

O posicionamento ocorre após a Executiva Nacional do Avante decidir pela anulação das deliberações da convenção que lançou Gustavo Henrique ao Palácio de Karnak. A direção nacional reconheceu outra convenção estadual, realizada em 5 de agosto, que aprovou a participação do partido na coligação com o Novo e a candidatura de Antônio José Lira ao Senado.

Gustavo, no entanto, argumenta que o estatuto da legenda exige autorização nacional para coligações em determinadas circunstâncias, mas não para o lançamento de candidaturas próprias.

Ezequiel Araújo/ODIA
Gustavo Henrique diz que é candidato ao governo do Piauí

“Não houve interferência nenhuma, do ponto de vista legal. Está aí a data da ata, dia 10. A nossa convenção foi dia 30. O estatuto é muito claro. Não há nenhum tipo de interferência na questão de candidaturas próprias. Então, nós estamos dentro do regramento estatutário e, vale lembrar, nós estamos dentro também da Lei dos Partidos, que está acima dos estatutos. Então, nós estamos amplamente amparados. Nossa candidatura se mantém”, declarou.

Gustavo Henrique sustentou ainda que a direção estadual responsável pela convenção não teria cometido irregularidades que justificassem a anulação.

“Para nós, fundamentadamente, é um ato ilegal. E um ato, claro, flagrante de perseguição a um órgão partidário, que não cometeu nenhuma falha, que não cometeu nenhum desatino, que não cometeu nenhuma infração estatutária e muito menos à Lei dos Partidos”, afirmou.

Gustavo cita ainda Ciro Nogueira e fala em suposta interferência

Durante o pronunciamento, Gustavo Henrique também voltou a mencionar o senador Ciro Nogueira (Progressistas) e alegou possuir gravações que, segundo ele, indicariam uma tentativa de interferência nos rumos do Avante. As afirmações são de responsabilidade do ex-dirigente partidário e o conteúdo integral e o contexto dos áudios mencionados não foram apresentados nas informações disponibilizadas à reportagem.

“Agora, o senador Ciro Nogueira precisa esclarecer o áudio que eu tenho aqui […]. Ainda tem um áudio do Magalhães dizendo: ‘Senador, cumpra a sua parte. […] eu tirei o Gustavo Henrique da jogada, tirei o grupo. Então, o senhor precisa corresponder com esse favor que nós estamos fazendo para o senhor’”, afirmou Gustavo.

Questionado novamente se haveria algum impedimento jurídico à manutenção de sua candidatura, Gustavo respondeu que não.

“Nenhum. É zero. Fundamentadamente, juridicamente, é uma flagrante tentativa de interferência”, declarou.

O impasse sobre o comando do Avante e a validade das convenções chegou à Justiça Eleitoral. Enquanto a Executiva Nacional sustenta a anulação da convenção que lançou Gustavo Henrique e reconhece a composição com o Novo, o grupo do ex-presidente estadual contesta a medida e afirma que seguirá com a candidatura própria ao Governo do Piauí.

A definição jurídica sobre a validade dos atos partidários caberá à Justiça Eleitoral.

Ezequiel Araújo/ODIA
A definição jurídica sobre a validade dos atos partidários caberá à Justiça Eleitoral.

Outro lado

A reportagem do PortalODia.com entrou em contato com o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, para um pronunciamento sobre sua citação no caso. Contudo, até o fechamento desta matéria ainda não obtivemos retorno.

O espaço segue aberto para futuros esclarecimentos.