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Gráfica O Dia completa 49 anos imprimindo sonhos

Há quase cinco décadas, a Gráfica e Editora O Dia faz parte da história da comunicação e do mercado gráfico do Piauí. Neste 1º de julho, a empresa completa 49 anos imprimindo sonhos, consolidando-se como uma das mais tradicionais do estado e referência em qualidade gráfica. Ao longo desse período, acompanhou a evolução da tecnologia, enfrentou crises econômicas, mudanças no mercado e transformações no comportamento do consumidor, mas manteve o compromisso de imprimir não apenas materiais gráficos, mas também sonhos, histórias e conhecimento.

A história da gráfica começou em 1977, em um período em que Teresina possuía um mercado gráfico bastante limitado. Segundo o diretor industrial da Gráfica e Editora O Dia, Carivaldo Marques, a criação da empresa surgiu da necessidade de atender uma demanda que praticamente não existia na capital.

Assis Fernandes/ODIA
Há quase cinco décadas, a Gráfica e Editora O Dia faz parte da história da comunicação e do mercado gráfico do Piauí

"A ideia era criar uma gráfica modelo, uma gráfica moderna, para atender o mercado gráfico de Teresina, que era totalmente desabastecido. Na época, o processo de impressão offset estava começando e não havia nenhuma gráfica que trabalhasse com essa tecnologia", relembra.

Aproveitando parte da estrutura utilizada pelo Jornal O Dia, a empresa conseguiu unir os equipamentos do parque gráfico do periódico com novas máquinas voltadas exclusivamente para a produção gráfica. A estratégia permitiu que a estrutura funcionasse durante todo o dia, aproveitando o período em que o jornal não utilizava os equipamentos. A ideia deu certo e o resultado foi rápido. Em poucos anos, a Gráfica O Dia tornou-se uma das maiores referências da região Nordeste.

"Nós chegamos a fazer a melhor gráfica da região, atendendo clientes do Piauí, Maranhão, Ceará e Pará. O mercado era muito grande e fomos crescendo junto com ele", relembra Carivaldo Marques.

Com o passar dos anos, novas demandas surgiram. O crescimento do setor da saúde em Teresina fez com que a gráfica passasse a produzir materiais para clínicas e hospitais, acompanhando a expansão desse segmento. Porém, as constantes mudanças tecnológicas exigiram novos investimentos.

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Valmir Miranda, diretor-presidente do Sistema O Dia de Comunicação, e Carivaldo Marques, diretor industrial da Gráfica e Editora O Dia

"Houve um momento em que nós perdemos uma fase desse crescimento porque surgiram equipamentos mais modernos e nós não conseguimos acompanhar imediatamente. Depois repensamos a empresa, retiramos todos os equipamentos antigos e investimos novamente em tecnologia”, disse.

Com esse investimento em tecnologia, a Gráfica O Dia continuou se destacando no mercado e ocupando posição de referência no segmento. "Hoje a gráfica está alinhada com as melhores gráficas do país. Nós fazemos qualquer tipo de impresso com excelência. Talvez não sejamos os maiores em quantidade, mas em qualidade nós não temos concorrência”, destaca.

Ao longo dessas quase cinco décadas, a empresa precisou superar diferentes desafios, entre eles, a crise do petróleo de 1973, que elevou significativamente o custo do papel, da tinta e dos insumos gráficos. Além disso, também ocorreram constantes transformações tecnológicas que exigiram novos investimentos da gráfica.

"A empresa sempre teve capacidade de se renovar. Nós enfrentamos crises de toda ordem. A pandemia, por exemplo, foi apenas mais uma delas. Mesmo naquele período, o jornal continuou circulando e a gráfica nunca deixou de funcionar”, lembra.

Para Carivaldo, o principal segredo para permanecer quase 50 anos no mercado é a persistência. O diretor industrial acredita que esse espírito empreendedor continua presente na atual gestão do Sistema O Dia de Comunicação, que vem promovendo investimentos em novos equipamentos, televisão, rádio, portal de notícias e na própria gráfica.

O maior segredo dessa empresa é a persistência. O coronel Octávio Miranda sempre dizia que não podíamos fugir das dificuldades. Era preciso buscar sempre o melhor. Nós estamos passando por uma transição muito grande. A tecnologia muda rapidamente e ninguém encontrou ainda uma fórmula pronta para esse novo momento.

Carivaldo Marquesdiretor industrial da Gráfica e Editora O Dia

"Por isso estamos investindo em equipamentos, treinamento e formando profissionais. Aqui funciona praticamente uma escola. Nós formamos profissionais para o mercado. Muitas pessoas aprendem conosco e depois seguem outros caminhos. Isso acontece na gráfica, na televisão e também na redação”, complementa.

Com 63 anos dedicados ao Sistema O Dia, Carivaldo emociona-se ao falar da empresa, onde começou a trabalhar ainda antes dos 14 anos de idade. Ao olhar para o futuro, ele espera que a nova geração mantenha vivo o legado construído ao longo de décadas.

Quando comecei aqui, eu era um garoto, eu tinha menos de 14 anos. Sempre fiquei nessa empresa, nunca tive outro emprego. Já fui convidado para vários lugares, mas nunca me interessei, pois gosto desse trabalho aqui. O legado que eu espero é que continue, que dê sequência. Nós já enfrentamos concorrentes que diziam que iam fechar o jornal, fechar a empresa, e nós continuamos aqui”, reforça.

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A Gráfica O Dia tornou-se uma das maiores referências da região Nordeste

Mesmo diante do avanço da internet, da inteligência artificial e das mudanças no consumo de informação, Carivaldo Marques acredita que o impresso continuará tendo espaço na vida dos leitores. "Ler é uma coisa gostosa. Quem não gosta de fazer uma leitura, de ler um panfleto, ler uma bula, ler alguma coisa?”, conclui.

Muito além da impressão: o papel que preserva a história e incentiva a leitura

Assim como o jornal impresso, produzido diariamente pelo Sistema O Dia, a Gráfica e Editora O Dia tem no papel a matéria-prima de sua história. É por meio dele que livros, revistas, catálogos, anuários e diversos outros impressos ganham vida, preservando informações, registrando acontecimentos e incentivando a leitura. Mais do que um suporte físico, o papel continua sendo um importante instrumento de memória, conhecimento e documentação.

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Valmir Miranda, diretor-presidente do Sistema O Dia de Comunicação

Segundo o diretor-presidente do Sistema O Dia de Comunicação, Valmir Miranda, a criação da gráfica nasceu da necessidade de garantir um jornal de qualidade e, posteriormente, expandiu sua atuação para atender toda a sociedade piauiense.

O nosso foco era jornal e, para produzir um jornal de qualidade, tínhamos que montar um sistema gráfico de qualidade. Criamos o setor gráfico do jornal e depois verificamos que poderíamos atender à sociedade piauiense. Para isso, precisamos comprar alguns equipamentos, utilizando alguns do jornal que já eram nossos. Sempre tivemos bons equipamentos e, em função disso, a clientela foi aumentando e a gráfica foi evoluindo

Valmir Mirandadiretor-presidente do Sistema O Dia de Comunicação

Além da produção gráfica, Valmir Miranda destaca que o incentivo à leitura também faz parte da missão do Sistema O Dia, como através de iniciativas como o Concurso Jovens Escritores. "Se você tiver um volume de leitura interessante, você pode escrever com qualidade. E nós estamos envolvidos com jornal e livros há 75 anos”, lembra.

Outro exemplo citado é o Anuário do Piauí, publicado há duas décadas e impresso na Gráfica O Dia, reunindo informações dos 224 municípios piauienses. "Há 20 anos colocamos esse documento que mostra os dados de todos os municípios do Piauí. E é no papel, apesar de ter a versão digital. No papel, é possível se dedicar com mais tempo e ler com mais atenção. Eu, particularmente, gosto muito do papel”, concluiu o diretor presidente do Sistema O Dia de Comunicação.

Gráfica O Dia alia agilidade e qualidade na produção de impressos

Ao longo de 49 anos de atuação, a Gráfica e Editora O Dia consolidou-se como referência na produção de materiais impressos no Piauí. Livros, revistas, apostilas, jornais, folders, panfletos, pastas, blocos, etiquetas e diversos outros produtos fazem parte do portfólio da empresa, que tem no papel sua principal matéria-prima. A Gráfica e Editora O Dia é especializada em impressos em papel, afinal, foi dele que começou toda a história do Grupo O Dia.

Segundo a gerente da Gráfica e Editora O Dia, Elane Melo, a organização da produção é planejada de acordo com a complexidade de cada serviço. Enquanto alguns materiais podem ser produzidos e entregues no mesmo dia, outros exigem etapas mais detalhadas de acabamento.

"Depende da necessidade de cada impresso. Tem impressos que você recebe pela manhã e já entrega à tarde, porque é coisa que não tem um acabamento. Por exemplo, um folder, um panfleto, isso é uma impressão muito rápida. O cliente já manda a arte pronta em um programa próprio para impressão gráfica", explica.

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Elane Melo, gerente da Gráfica e Editora O Dia

Já materiais como livros e pastas demandam mais tempo de produção, devido à complexidade. "Uma pasta que tem acabamento de vinco, laminação ou aplicação de verniz, ou um livro que precisa ser intercalado, costurado, receber a capa, ser colado e passar pelo refilo final na guilhotina, tudo isso exige mais tempo. Por isso sempre trabalhamos com um prazo um pouco maior, mas, na maioria das vezes, conseguimos entregar antes do previsto”, ressalta.

Durante períodos eleitorais, a demanda por materiais gráficos ainda cresce, embora em menor proporção do que há alguns anos. De acordo com Elane Melo, o avanço das redes sociais e as restrições da legislação eleitoral reduziram significativamente a quantidade de impressos utilizados nas campanhas.

"Hoje ainda produzimos santinhos, praguinhas, cartas ao eleitor e cartazes menores, mas esse volume diminuiu muito. Existe uma preocupação maior com a limpeza pública e há regras rígidas para esse tipo de material”, disse.

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A Gráfica e Editora O Dia consolidou-se como referência na produção de materiais impressos no Piauí

Ela ressalta que toda a produção eleitoral segue rigorosamente as normas da Justiça Eleitoral. Assim, todo material precisa conter o CNPJ do candidato e da gráfica, além da tiragem. Tudo é acompanhado de nota fiscal e nenhum material pode sair sem o pagamento e a documentação correta.

Além da produção comercial, a gerente destaca a importância histórica do jornal impresso, produzido diariamente pela gráfica. Para ela, mais do que um veículo de informação, o jornal representa um registro permanente da história.

"O impresso tem um valor documental. O que fica registrado no papel permanece como documento. Existe uma credibilidade muito grande, porque você não vai colocar no papel aquilo que é falso. O jornal impresso preserva a memória e registra a história com responsabilidade”, conclui Elane Melo.