A Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil do Estado do Piauí e em conjunto com a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (04), a Operação Falso Advogado, com o cumprimento de 62 medidas judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. A operação tem como objetivo desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada na prática de estelionato eletrônico, organização criminosa e invasão de dispositivo informático. Até o momento, 13 pessoas foram presas.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava técnicas avançadas de engenharia social e acessava indevidamente dados processuais sigilosos para enganar vítimas que possuíam ações judiciais em andamento.
O modus operandi consistia na criação de perfis falsos de advogados para entrar em contato com as vítimas, informando sobre a suposta liberação de alvarás judiciais. Para que os valores fossem “liberados”, os criminosos exigiam o pagamento de “taxas judiciais” inexistentes, geralmente por meio de transferências via PIX.
Participaram ativamente da operação as Polícias Civis dos Estados do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas, no cumprimento simultâneo de medidas cautelares nas cidades de Fortaleza/CE, Maracanaú/CE, Tauá/CE, Pacatuba/CE, Caucaia/CE, Aracoiaba/CE, Aparecida de Goiânia/GO, Manaus/AM, Borba/AM, Recife/PE e Paulista/PE. Também deram apoio à ação a Superintendência de Operações Integradas (SOI) e a Coordenação de Serviços Virtuais (PCPI).
De acordo com o coordenador do DRCC, delegado Humberto Marcola, é fundamental que a população esteja atenta. “Advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para liberação de valores judiciais. Na dúvida, entre em contato direto com o escritório por um número oficial já conhecido”, alertou o delegado.
OAB-PI colaborou com as investigações
A operação deflagrada nesta quarta-feira (04) é resultado de uma construção institucional iniciada ainda no ano de 2025, a partir do termo de cooperação firmado entre a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), e a Secretaria de Segurança Pública do Estado. O trabalho conjunto estabelecido entre as instituições permitiu integrar as denúncias recebidas pela advocacia aos mecanismos de investigação das forças de segurança, fortalecendo o fluxo de informações e contribuindo para o enfrentamento mais efetivo desse tipo de crime.
A OAB Piauí reconhece que o trabalho só foi possível graças ao trabalho desenvolvido pela Polícia Civil e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado na condução da operação, sob a coordenação do secretário Antônio Luiz, com atuação do delegado Humberto Mácola, do delegado-geral Luccy Keiko Leal, do então secretário Chico Lucas, além dos delegados Anchieta Nery e Matheus Zanatta, e das equipes policiais envolvidas nas investigações.
Por meio de nota, a OAB-PI reafirmou que o enfrentamento ao golpe do falso advogado é uma pauta permanente, por envolver não apenas a proteção da advocacia, mas também a defesa da cidadania e da integridade do sistema de Justiça.
A OAB Piauí seguirá atuando de forma integrada com os órgãos de segurança pública, fortalecendo mecanismos institucionais de prevenção, denúncia e combate a práticas criminosas que atentem contra a sociedade e contra o exercício regular da advocacia.
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