O Extremo Norte de Teresina, área que abrange a região da Santa Maria da Codipi, foi a zona mais quente da capital em setembro deste ano. O sensor instalado no Hospital Municipal Dr. Mariano Gayoso Castelo Branco registrou a maior média mensal da capital, de 33,30 °C, e também a máxima horária mais alta do mês, de 42,53 °C, no dia 24. Os dados constam no Relatório Técnico de Qualidade do Ar, divulgado pela Prefeitura nesta sexta-feira (2), com base na Rede Hiperlocal de Monitoramento Ambiental.
Na região, ao menos uma média horária igual ou superior a 40 °C foi registrada em 29 dos 30 dias do mês, incluindo uma sequência ininterrupta de 27 dias nessa condição, do dia 1º ao 27. A menor umidade relativa média horária do mês foi de 21,62%. Em seguida aparece a região do bairro Primavera, na Zona Norte, com média de 32,92 °C, máxima de 42,46 °C e 28 dias com médias horárias a partir de 40 °C.
Nas demais zonas, o Centro, medido no Parque da Cidadania, teve média de 31,44 °C e pico de 40,35 °C no dia 16. Na Zona Sudeste, a estação da Escola Municipal Parque Itararé marcou 31,38 °C e máxima de 40,20 °C no dia 24. A Zona Sul ficou com média de 30,82 °C e máxima de 39,04 °C, enquanto a Zona Leste registrou média de 30,63 °C e máxima de 39,42 °C no dia 27. Considerando toda a cidade, a média subiu de 30,42 °C em agosto para 31,81 °C em setembro.
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Ao longo do dia, o momento mais ameno é às 5h, com média de 24,84 °C. A temperatura passa de 35 °C às 10h e permanece acima desse patamar até as 17h, com pico médio de 39,14 °C às 14h. Só volta a ficar abaixo de 30 °C às 22h.
Segundo o levantamento, o calor prolongado e o ar seco aumentam o risco de desidratação, câimbras, tontura, exaustão térmica e golpe de calor, além de agravar problemas cardiovasculares, respiratórios e renais. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol exigem atenção redobrada.
Melhores horários para atividades físicas
Para quem pratica atividade física ao ar livre, a janela de menor risco vai das 5h às 7h. Treinos intensos devem terminar até as 7h30 ou, no máximo, às 8h. Entre 9h e 18h, a recomendação é evitar exercícios moderados ou intensos. O período das 18h às 21h também não é automaticamente seguro, porque as superfícies urbanas continuam liberando calor. A Fundacentro orienta que o risco seja avaliado pelo índice IBUTG, que leva em conta umidade, vento e radiação solar, e não apenas a temperatura do ar.
O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, afirma que a gestão pública não deve se guiar apenas por picos momentâneos. Para ele, o desafio está nos períodos em que o calor permanece alto por muitas horas seguidas e se repete por semanas.
“O calor permanece elevado durante muitas horas do dia e, em algumas regiões, essa condição se repetiu praticamente durante todo o mês. O objetivo do monitoramento é transformar essa informação em prevenção, orientar a população e subsidiar decisões da gestão pública municipal”, destaca.