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Eleições 2026: Abin e PF devem atuar em conjunto para combater crimes eleitorais no PI

Membros do Ministério Público Eleitoral no Piauí se reuniram nesta sexta-feira (22), em Teresina, para discutir estratégias de fiscalização e combate a crimes eleitorais nas eleições gerais de 2026. Entre os principais pontos debatidos durante o encontro esteve a ampliação da atuação conjunta com órgãos de inteligência e segurança pública, como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal, para monitorar possíveis ilícitos eleitorais no estado.

Assis Fernandes / O DIA
Abin e PF devem atuar em conjunto para combater crimes eleitorais no Piauí

A reunião ocorreu no auditório da Procuradoria da República no Piauí e foi coordenada pelo procurador regional eleitoral, Kelston Pinheiro Lages. O encontro reuniu promotores eleitorais de diversas zonas eleitorais do estado para tratar do processo democrático para o pleito eleitoral deste ano.

Segundo o procurador regional eleitoral no Piauí, Kelston Pinheiro Lages, o objetivo foi alinhar estratégias para fortalecer o combate a práticas ilegais recorrentes durante o período eleitoral, principalmente no interior do Piauí.

“É uma reunião de trabalho no sentido de traçar estratégias de atuação para combater aqueles ilícitos eleitorais de forma que a gente possa ter eleições limpas em 2026. Nós temos uma tônica do processo eleitoral no estado do Piauí de muitos abusos, abusos de poder econômico, compra de votos, abusos de poder político, ilícitos relativos à propaganda eleitoral e pesquisas. Então vamos discutir todas essas temáticas aqui com os promotores eleitorais”, afirmou.

Durante a reunião, também foram debatidas preocupações relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas e à possível influência de facções criminosas no processo eleitoral. O procurador revelou que já houve diálogo prévio com a Abin e que novas conversas devem ocorrer com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança.

“Isso é uma preocupação desde o mandato passado, a ministra Cármen Lúcia, a questão das facções criminosas. Ontem mesmo estivemos conversando com a Abin, vamos conversar com a Polícia Federal, com os órgãos de segurança, no sentido de exatamente colher informações sensíveis, informações essas, a fim de subsidiar eventuais ações de impugnação de registro a essas candidaturas”, declarou.

Kelston destacou ainda a importância da atuação dos promotores eleitorais nos municípios piauienses e reforçou o papel da população na fiscalização do processo eleitoral.

Assis Fernandes / O DIA
Kelston Lages, procurador eleitoral do Ministério Público Eleitoral

“A necessidade do promotor eleitoral fazer essa interlocução com os partidos políticos, com a sociedade, fazer entrevistas, pedir recomendações, instruções, mostrar à sociedade que o Ministério Público Eleitoral, está presente nas ondas eleitorais e que a sociedade pode trazer esse subsídio, fazer denúncias para auxiliar a atuação dos promotores eleitorais do Ministério Público Eleitoral como um todo. Porque o Ministério Público Eleitoral é apenas mais um ator de fiscalização do processo eleitoral, juntamente com a própria população que pode e deve fiscalizar e denunciar nos canais de comunicação, na própria polícia, na zona eleitoral, junto ao prédio do Ministério Público Eleitoral, junto à polícia, fazendo B.O., enfim. Essa fiscalização é de todos”, disse.

O coordenador do Grupo de Apoio aos Promotores Eleitorais (Gape) do Ministério Público do Piauí, Rafael Maia, explicou que os promotores eleitorais serão responsáveis por atuar diretamente nos 224 municípios do estado durante o pleito.

“Hoje é um momento único de integração, de reunião e articulação entre a Procuradoria Regional Eleitoral e os promotores eleitorais. Via de regra, quem vai estar lá na ponta é o promotor eleitoral, colhendo notícias de condutas vedadas e ilícitos eleitorais. A gente vai colher essas informações para repassar de forma pronta ao procurador regional eleitoral e sua equipe, garantindo eleições limpas, tranquilas e eficientes”, pontuou.

Além do combate a crimes eleitorais, o encontro também discutiu atribuições dos promotores eleitorais, exercício do poder de polícia, atuação cível e criminal eleitoral e mecanismos de apoio operacional para as eleições de 2026.


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