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Dia Nacional do Folclore exalta lendas passadas entre gerações

Comemorado no dia 22 de agosto, o Dia Nacional do Folclore é uma oportunidade de revisitar as raízes da cultura brasileira e refletir sobre a importância de preservar tradições populares que atravessam gerações. Mais do que lendas, músicas, cantigas, danças ou histórias, o folclore é considerado patrimônio imaterial, repleto de significados que revelam modos de vida, crenças e valores de diferentes comunidades do país.

O Nordeste é, certamente, uma das regiões brasileiras mais ricas e diversas em costumes e tradições, com o Bumba Meu Boi, as festas juninas, o cordel, o frevo e, até mesmo, o carnaval, sendo exemplos de manifestações da vasta cultura. No Piauí, o folclore é expressado de diversas maneiras, como em lendas urbanas e rurais, nas danças tradicionais, no artesanato e nas festas religiosas, que transmitem elementos da nossa identidade popular.

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Dia Nacional do Folclore exalta lendas passadas entre gerações

Os causos e lendas brasileiros, passados de geração em geração ao longo do tempo, são parte essencial da formação da identidade folclórica da sociedade. Histórias como da Iara, Curupira, Saci-Pererê e Mula-Sem-Cabeça, e, especificamente no Piauí, do Cabeça de Cuia, Porca do Dente de Ouro e Não Se Pode, seguem provocando curiosidade e encantamento e mantendo vivas as tradições brasileiras.

Para o professor de história Raimundo Oliveira, a data reforça a necessidade de valorizar essas expressões culturais. “O folclore é parte essencial da nossa memória coletiva. Ele mostra como a sociedade se organiza e como se transforma ao longo do tempo. O Dia Nacional do Folclore é o momento de trazer essa discussão para perto da comunidade e das escolas, para que a gente não perca essa herança cultural”, afirma.

Cultura viva

O folclore também é marcado pela sua capacidade de adaptação com o passar dos anos. As histórias e manifestações populares mudam de acordo com o contexto social e histórico, mas continuam a carregar a essência de coletividade. Isso pode ser visto tanto em festas juninas, que mantêm elementos tradicionais, quanto nas lendas urbanas, que ganham novas releituras a cada nova geração.

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Dia Nacional do Folclore exalta lendas passadas entre gerações

No âmbito piauiense, além das festas e danças, a cultura popular também se manifesta no artesanato, feito geralmente em palha, barro, madeira, bordado e até na culinária. São manifestações de costumes, em sua maior parte bastante antigos, que mantêm viva a memória do povo e reafirmam a identidade do estado.

De acordo com educadores, um dos principais desafios atualmente é garantir que essas tradições continuem sendo transmitidas e entendidas, principalmente entre as pessoas mais jovens. A perda do hábito de contação de histórias em grupo, a falta de valorização da cultural nacional e a pouca preservação do patrimônio imaterial são grandes obstáculos para a manutenção do folclore. A escola, os grupos culturais e as políticas públicas têm papel essencial para a evolução desse processo.

Celebrar o Dia Nacional do Folclore é, também, comemorar a diversidade cultural do nosso país e reconhecer o valor das manifestações que, mesmo em sua simplicidade, guardam a força e a identidade de um povo. “O folclore não é apenas passado, ele é presente e pode ser o futuro. Contar histórias, valorizar costumes e celebrar nossas festas é também uma forma de pensar no Brasil de amanhã”, conclui o professor Raimundo Oliveira.

Rebeca Negreiros, especial para o Portal O Dia, com edição de Isabela Lopes.


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