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Comerciante é preso durante operação após envenenamento e morte de 28 animais em Parnaíba

Um homem, identificado pelas iniciais M. L. L. F., foi preso em flagrante nesta quarta-feira (29), durante operação da Polícia Civil do Piauí, por suspeita de comercializar veneno ilegal relacionado à morte de 28 animais em Parnaíba, litoral do estado.

A ação, denominada Operação Antídoto, também levou à apreensão de dezenas de invólucros de "chumbinho", substância altamente tóxica e proibida no país. A investigação foi iniciada após uma sequência de mortes de cães, gatos e aves registradas recentemente na cidade.

Reprodução/SSP-PI
Comerciante é preso durante operação após envenenamento e morte de 28 animais em Parnaíba

Os casos ocorreram durante o mês de abril, período marcado por campanhas de conscientização contra maus-tratos a animais, o que ampliou a repercussão das ocorrências.

Durante o trabalho investigativo, policiais da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPM) conseguiram identificar a possível origem do material utilizado nos envenenamentos. A partir dessas informações, foi localizado um ponto de armazenamento e distribuição da sustância.

No local, os agentes apreenderam 48 invólucros de carbofurano em estado líquido, produto conhecido popularmente como “chumbinho”. A substância é considerada altamente tóxica e tem uso proibido no Brasil, sendo frequentemente associada a casos de envenenamento de animais e também considerada risco à saúde humana.

De acordo com o delegado Renato Pinheiro, responsável pelo caso, a retirada do material de circulação é uma medida relevante para evitar novos episódios. Ele destacou que o produto apreendido representa perigo não apenas para animais, mas também para pessoas que possam entrar em contato com a substância.

“A apreensão reduz o risco de novos envenenamentos e também protege a população, já que se trata de um material extremamente perigoso”, afirma o delegado.

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito preso durante a operação é suspeito de armazenar e comercializar o veneno de forma irregular. O investigado foi autuado por manter em depósito e vender substância sem registro no órgão de vigilância sanitária, conforme previsto no Código Penal.

Além da infração relacionada à comercialização ilegal, o suspeito também poderá responder por crimes ambientais, considerando a possível ligação entre o produto apreendido e a morte dos animais registrados na cidade.

As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos na cadeia de distribuição do veneno. A polícia também apura se há participação de terceiros na utilização da sustância nos casos de envenenamento.

A população pode colaborar com informações por meio de denúncias anônimas, que auxiliam no avanço das investigações e na identificação de novas ocorrências relacionadas ao uso de substâncias proibidas.


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