Cinco clubes da primeira divisão do Campeonato Piauiense que possuem patrocínio de casas de apostas esportivas podem ser diretamente afetados por uma proposta em tramitação no Senado que prevê a possível proibição de publicidade e patrocínio de bets no Brasil. Como a maioria das equipes do país depende dessas empresas como principal fonte de receita, o tema tem gerado preocupação no futebol.
No cenário estadual, as equipes que mantêm contratos com casas de apostas são: Teresina Futebol Clube (Pagol.bet), Atlético Piauiense (Pagol.bet), Oeirense (Pagol.bet), Corissabá (Pagol.bet e 4play.bet) e Parnahyba (DKR Bets). Já Altos, Piauí Esporte Clube e Fluminense-PI não possuem, até o momento, patrocínio master de empresas do setor.
A possível restrição atinge diretamente o modelo de financiamento adotado por clubes em todo o país, já que as bets se tornaram, nos últimos anos, algumas das maiores patrocinadoras do futebol brasileiro, estampando marcas em uniformes, placas de estádios e materiais promocionais.
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O crescimento acelerado do mercado de apostas no país é um dos pontos centrais do debate. Dados apresentados durante a tramitação indicam que brasileiros movimentaram mais de R$ 20 bilhões por mês em apostas em 2024, valor que teria subido para cerca de R$ 30 bilhões mensais em 2025.
A proposta da senadora Damares Alves (Republicanos) foi aprovada na última semana pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado e estabelece restrições à publicidade, promoção e patrocínio de casas de apostas em eventos esportivos, veículos de comunicação e plataformas digitais. O texto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no plenário e, posteriormente, para a Câmara dos Deputados.
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