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Cidades piauienses registraram crescimento real de 93% do PIB per capita

Dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), apontam para avanço da atividade econômica no Piauí. As informações referentes aos anos de 2022 e 2023 mostram que 93% das cidades piauienses registraram crescimento real do PIB per capita em 2023, indicando melhora na renda média da população.

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Cidades piauienses registraram crescimento real de 93% do PIB per capita

De acordo com o levantamento, o PIB do Piauí passou de R$ 77 bilhões em 2022 para R$ 81 bilhões em 2023, o que representa um crescimento real de 5,71%. No mesmo período, 89% dos municípios do Estado apresentaram expansão do PIB real, percentual superior ao observado em 2022, quando apenas 60% das cidades haviam registrado crescimento.

Os números fazem parte de um estudo divulgado pela CNM, que analisa os dados do IBGE a partir de recortes populacionais e regionais. Segundo a entidade, os indicadores são os primeiros a refletirem de forma mais clara o desempenho da economia municipal após o fim da pandemia da Covid-19.

Em nível nacional, a economia brasileira cresceu 3,3% em 2023, com expansão disseminada por quase 80% dos municípios do país. O PIB per capita avançou em 90% das cidades brasileiras, evidenciando uma recuperação econômica mais ampla e menos concentrada.

A análise também revela um processo de desconcentração econômica no Brasil. A participação dos grandes municípios no PIB nacional recuou de 55% em 2010 para 47% em 2023. Em contrapartida, os pequenos e médios municípios ampliaram sua relevância na economia, o que contribuiu para a redução das desigualdades de renda. Nesse período, o PIB per capita dos pequenos municípios passou de 42% para 58% do registrado nos grandes centros, enquanto o dos médios subiu de 69% para 84%.

No recorte regional, o Nordeste se destacou pela difusão do crescimento econômico, com 84% dos municípios registrando aumento do PIB, percentual superior ao observado nas regiões Norte e Sudeste. Embora o Sudeste ainda concentre a maior parcela da produção nacional, a participação da região diminuiu ao longo da última década, enquanto outras regiões ganharam espaço.

Para a Confederação Nacional de Municípios, o acompanhamento do PIB municipal é fundamental para orientar a gestão pública local. Segundo a entidade, municípios que registram crescimento da atividade produtiva e aumento populacional tendem a enfrentar maior pressão sobre serviços públicos, como saúde, educação e habitação.

“O monitoramento do PIB é uma ferramenta estratégica para a gestão municipal, pois permite identificar onde a riqueza é gerada e onde há estagnação. Não há como se fazer política pública efetiva sem diagnóstico. É a partir dele que se torna possível implementar políticas que induzam o crescimento local, otimizando a arrecadação e trazendo mudanças concretas ao cidadão”, avaliou o presidente da CNM.


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