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CCJ da Alepi vira foco de tensão após fala sobre quebra de acordo entre PT e MDB

No início do atual ano legislativo da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), o Partido dos Trabalhadores e o MDB firmaram um acordo em que a primeira sigla ocuparia a presidência da Casa e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nos dois primeiros anos, e, nos dois anos finais, os emedebistas assumiriam os dois cargos. Henrique Pires (MDB), presidente da CCJ no ano passado, reagiu ao posicionamento de parlamentares do PT reivindicando a Comissão no último ano.

Divulgação/Alepi
Disputa pela CCJ da Alepi pode reacender discussões de espaços entre o MDB e PT.

Pelo entendimento firmado no início da legislatura, o rodízio também foi aplicado à presidência da Alepi: o deputado Franzé Silva (PT) comandou a Casa nos dois primeiros anos, e o emedebista Severo Eulálio assumiu a presidência nos dois anos finais, seguindo o acordo político entre as duas siglas.

A declaração sobre uma possível mudança partiu de um parlamentar durante a abertura do ano legislativo e indicaria uma quebra do acordo com o MDB. A fala foi rebatida por Henrique Pires, que afirmou que a CCJ deve permanecer sob o comando do partido, em respeito ao que foi acertado no início da legislatura, sem citar o nome que deve ocupar a cadeira

Assis Fernandes / O DIA
Henrique Pires defendeu a manutenção da CCJ com o MDB.

"O acordo fica com o MDB, o nome quem decide é o colegiado, quando estiver montado é ele quem decide", disparou.

Nesta segunda-feira (09), em entrevista, Henrique Pires citou nominalmente que quem teria cogitado a mudança seria o deputado petista Francisco Limma, que retrucou que o acordo será mantido. O parlamentar é cotado para se manter à frente da CCJ da Alepi no último ano da atual legislatura.

A CCJ é considerada a principal comissão da Alepi, já que todos os projetos apresentados, muitos de grande importância para o governo, são analisados quanto à constitucionalidade antes de seguirem para tramitação. O espaço ganha ainda mais relevância em ano eleitoral.

Uma possível mudança no acordo poderia reverberar no cenário político, especialmente na campanha de reeleição de Rafael Fonteles (PT) ao Palácio de Karnak. PT e MDB são os principais pilares da base governista na Alepi, e a manutenção do entendimento é vista como forma de evitar novos atritos entre as siglas, que já enfrentaram desgaste recente após a decisão do governador de não manter o nome de Themístocles Filho (MDB) como candidato a vice, optando pelo ex-secretário de Educação, Washington Bandeira (PT).


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