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Bebês prematuros e com comorbidades passam a receber vacina contra bronquiolite pelo SUS

A partir do mês de fevereiro, bebês prematuros e crianças de até dois anos com comorbidades passam a receber, no Sistema Único de Saúde (SUS), a imunização com nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite.

A medida integra a estratégia nacional de prevenção de infecções respiratórias graves na primeira infância, faixa etária que costuma concentrar a maior parte das hospitalizações por esse tipo de doença.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Bebês prematuros e com comorbidades passam a receber vacina contra bronquiolite pelo SUS

Segundo o Ministério da Saúde, o nirsevimabe fornece proteção imediata, sem necessidade de estimular o organismo do bebê a produzir anticorpos. São considerados prematuros os nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Entre as comorbidades incluídas estão doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatias congênitas, anomalias das vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, imunodeficiências e síndrome de Down.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil doses já foram distribuídas em todo o país. O SUS também oferece vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes a partir da 28ª semana de gravides, estratégia que protege os bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

Dados oficiais indicam que, em 2025, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associados ao VSR até o último mês de novembro. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de dois anos, representando 82,5% dos casos no período.

Como não existe tratamento específico para bronquiolite de origem viral, o manejo clínico é baseado em suporte, como oxigênio, hidratação e uso de broncodilatadores em situações específicas. A prevenção por meio da imunização é uma das estratégias mais eficazes para reduzir internações e complicações.

No Piauí, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesapi) e Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS) realizam, nesta quinta-feira (05), uma reunião de atualização sobre a incorporação do nirsevimabe no SUS e sobre estratégias para ampliar a vacinação nas maternidades. O encontro reunirá profissionais da rede de imunização e de maternidades públicas.

A coordenadora de Imunização da Sesapi, Barbara Pinheiro, afirmou que a capacitação busca melhorar o registro e o monitoramento da vacinação. “Esse momento é essencial para que nossas equipes consigam manter a qualidade no serviço de imunização da população piauiense. Vamos trabalhar com os colaboradores sobre a vacina, Introdução aos Sistemas de informações do SUS – Sies, SIPNI E eSUS-PEC: cadastro, registros e monitoramento. Tudo para que os índices de vacinação continuem melhorando no estado”, disse a profissional.

A incorporação do novo imunizante ocorre em meio ao esforço para reduzir a mortalidade infantil e o impacto das infecções respiratórias na rede hospitalar, especialmente entre crianças mais vulneráveis.


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