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Bangu planeja disputar Série B do Piauiense; veja por que o Piauí tem tantos homônimos

O piauiense que acompanha futebol tem se habituado, desde 2013, com o surgimento de novos clubes no estado, deixando o modelo associativo que perdurou no cenário estadual até o começo da primeira década dos anos 2000, para uma estrutura mais empresarial. No período, pelo menos nove novos clubes surgiram. O mais recente é o Bangu de Campo Maior, mais um homônimo no estado de uma equipe do Rio de Janeiro. O clube está se organizando para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Piauiense deste ano.

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O Bangu de Campo Maior ensaia uma participação na série B do Piauiense deste ano,.

Apesar da previsão de estreia no futebol profissional piauiense este ano, o Bangu de Campo Maior tem grande tradição no futebol amador da terra na carne de sol, carregando o título de tetracampeão amador municipal, sendo o último dos quatro conquistado em 2019.

Além do Bangu, outras equipes que foram reativadas recentemente carregam homenagem a clubes do Rio de Janeiro, como o Fluminense do Piauí, que, desde o seu retorno, conquistou a Série B do Piauiense em 2020 e a Série A em 2022. Além dele, o tradicional Flamengo do Piauí amarga a Série B desde 2022. Completando a lista de homenagens cariocas, há o Botafogo-PI, quarto maior campeão estadual, atualmente desativado.

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Flamengo do Piauí é um dos clubes mais tradicionais do futebol piauiense.

Além dos clubes inspirados no Rio, outros homônimos existem no campeonato piauiense, como o maior campeão estadual, o River do Piauí, além de Ferroviária, São Paulo-PI, Racing-PI e Tiradentes-PI. Até mesmo um clube de nome único, o Corissabá, surgiu da junção entre Corinthians e Auto-posto Sabbá.

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Desde o retorno, o Fluminense do Piauí já conquistou uma série B e uma A.

Mas por que o Piauí tem poucos clubes com nomes originais? O historiador e jornalista esportivo Severino Filho justifica que as regiões Norte e Nordeste tiveram grande influência do Campeonato Carioca, especialmente nas décadas de 1950 e 1960, quando emissoras do Rio de Janeiro passaram a ter forte influência no estado com a transmissão do campeonato carioca.

Maria Vitória/River
Por sua vez, o River, maior campeão piauiense, tem nome inspirado no River Plate, da Argentina.

“Somente na década de 1990 para cá é que o futebol paulista começou a ter também uma boa influência em termos de torcida, porque por muitos anos as maiores torcidas de clubes de fora, aqui na região norte-nordeste, sempre foram os clubes do Rio de Janeiro, e aqui essa influência têm o Fluminense, já teve Botafogo, o próprio Bangu, já teve Bangu aqui há anos, nos anos 1930”, disse.

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Jornalista e historiador, Severino Filho, O Buim.

Severino Filho afirmou que a homenagem aos clubes também depende da simpatia dos criadores das equipes, já que a questão afetiva muitas vezes influencia na escolha do nome. Com os novos clubes e as principais torcidas amargando a Série B do Piauiense, como River-PI, Flamengo-PI e Parnahyba, os recém-formados precisam de tempo para construir adeptos.

“O Atlético Piauiense não vai ter uma torcida de um dia para o outro, uma grande torcida. Isso é um processo lento, um processo gradativo. Mas acho que quanto mais clubes surgirem, melhor, porque a gente vai ter uma boa segunda divisão, porque segunda divisão com dois, três times não tem graça”, disse.

O pesquisador acredita que esses novos clubes acabam fortalecendo os campeonatos e defende que a disputa da Segunda Divisão do Piauiense ocorra no mesmo ano da queda, oportunizando que os clubes rebaixados possam tentar subir no mesmo ano e ter a oportunidade de se manter na primeira divisão no ano seguinte.


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