A origem de quase R$ 900 mil em cédulas sem comprovação, apreendidas em 24 horas no Piauí, será investigada pela Justiça Eleitoral. A informação é do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), José Wilson, que declarou nesta quinta-feira (1º) que o episódio “não é novidade”.
“Apreensão de valores em véspera de eleição não é novidade, a gente sabe que em eleições pretéritas isso já aconteceu também, de tal forma de que vai se investigar qual é a origem desse valor, qual era a sua destinação e tudo será apurado devidamente pela Justiça Eleitoral”, declarou o presidente do TRE-PI.
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O caso deverá ser enviado pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) ao Ministério Público Federal (MPF), que poderá requisitar investigação da Polícia Federal e, ao final, oferecer denúncia à Justiça Eleitoral.
Segundo José Wilson, caberá primeiro às investigações policiais verificar se há ligação entre os valores e os possíveis materiais de campanha encontrados junto às apreensões. Só depois o caso seguirá para a Justiça Eleitoral.
O maior montante, de R$ 830 mil, foi apreendido em José de Freitas na quarta-feira (30) pela Polícia Federal, nas imediações de uma agência bancária. No mesmo dia, em Floriano, outra ação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou quatro pessoas que transportavam R$ 67 mil e extratos bancários escondidos em um veículo na BR-343.
Em José de Freitas, o suspeito foi abordado perto de uma agência bancária local, com o dinheiro dividido em cédulas de R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200. Ele e todo o valor foram encaminhados à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, na capital piauiense, que instaurou procedimento para determinar a procedência e o destino dos recursos e identificar eventuais envolvidos.
Já a PRF abordou um carro que fazia manobras perigosas na BR-343, na altura de Floriano. Durante a vistoria, os policiais encontraram R$ 50 mil em uma sacola no compartimento do estepe e outros R$ 17 mil em uma mochila, junto com anotações e extratos bancários.
Os quatro ocupantes do carro, dois homens e duas mulheres, foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil. Um dos passageiros alegou que a quantia se referia a honorários advocatícios, mas não apresentou documentação comprobatória. O caso é investigado sob suspeita de crime financeiro e possível enquadramento na Lei de Lavagem de Dinheiro.