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Após quase seis anos em abrigos, imigrantes venezuelanos têm moradias definitivas em discussão em Teresina

Os imigrantes venezuelanos da etnia Warao vivem em Teresina desde o início de 2021, período em que se agravou a crise política na Venezuela. Desde então, os refugiados estão distribuídos em seis abrigos na capital piauiense. Uma reunião realizada nesta segunda-feira (12) entre a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc) e a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) tratou sobre a definição de moradias definitivas e a cooperação de responsabilidade sobre essa população.

Arquivo /O Dia
Venezuelanos que vivem em Teresina desde 2021 poderão ter autonomia com moradias.

Atualmente, as duas secretarias acompanham 332 pessoas da etnia Warao, entre elas crianças nascidas em Teresina. Todos são beneficiários do Bolsa Família, e parte já possui ocupação profissional. Diante desse cenário, a superintendente de Direitos Humanos da Sasc, Sônia Terra, defende que os imigrantes possam assumir maior autonomia em relação à moradia.

“É essencial que os venezuelanos saiam da tutela do Estado, assumindo suas responsabilidades com moradias. Há mais de seis anos abrigados em Teresina, precisam adotar as regras da própria vida, a partir de moradia e trabalho. Muitos já trabalham e têm condições de se manter em residências próprias”, acrescentou Sônia Terra.

Sasc
Reunião contou com representantes da SASC e Semcaspi.

Segundo a superintendente, o encontro também abordou procedimentos e condutas culturais, com atenção especial a crianças, mulheres e idosos. “Nossa responsabilidade é garantir a convivência harmoniosa dos indígenas Warao nos abrigos, com tratamento adequado e alinhado aos princípios dos direitos humanos”, afirmou.

A reunião discutiu ainda a elaboração de um termo de cooperação técnica entre os dois órgãos para otimizar as ações voltadas à população venezuelana. Entre os pontos tratados estão melhorias na estrutura dos abrigos, como substituição de telhados, reparos elétricos e outros ajustes necessários ao bem-estar dos refugiados.

Crise na Venezuela

A imigração de venezuelanos no Brasil pode se agravar com a nova crise política na Venezuela. No dia 3 de janeiro, o presidente Nicolás Maduro foi preso por forças norte-americanas e levado para um presídio em Nova York, segundo fontes internacionais.

O ex-presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos irão liderar um processo de transição política no país e assumirão a administração do petróleo venezuelano por meio de empresas americanas. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu temporariamente o comando do país, mas no domingo (11), Trump publicou uma foto em que se apresenta como “presidente interino da Venezuela”


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