O ex-vereador e candidato ao Senado pelo Avante, Antônio José Lira, afirmou, em entrevista ao O Dia, que pretende adotar uma postura de fiscalização rigorosa caso seja eleito, inclusive em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato disse que pautará o impeachment de magistrados que, segundo ele, não "andarem na linha", e que usará a tribuna do Senado para enfrentar o que classifica como excessos do Poder Judiciário.
Lira minimizou a derrota nas últimas eleições para a Câmara Municipal de Teresina (CMT), afirmando que o resultado não reflete o pleito atual, e aposta na tática do segundo voto para conseguir se eleger. Questionado sobre como pretende atuar no Senado, foi enfático ao declarar disposição para pautar o afastamento de membros da Suprema Corte.
"Serei um mandato que vai orgulhar o Piauí, de chegar lá e tacar o impeachment do ministro do STF que andou fora da curva, ir pro Senado e honrar o estado".
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O candidato se definiu como um nome que será "duro na tribuna" e atribuiu sua independência ao fato de não pertencer às elites políticas tradicionais do estado. Ele se comparou ao senador por Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos), hoje candidato ao governo mineiro, afirmando que ambos compartilham a experiência de terem sido subestimados e alvo de piadas por parte do sistema político tradicional.
"Podem sorrir de mim, sorriram do Cleitinho lá em Minas Gerais, foi eleito em um estado de 853 municípios, ele ganhou a eleição, aqui já sorriram do Antônio José, ele ganhou nessa tática do segundo voto".
Lira também defendeu a viabilidade de sua candidatura, que enfrentou uma série de disputas judiciais pelo comando do diretório estadual do partido, movidas contra Gustavo Henrique. Para o candidato, o ceticismo dos adversários pode ser surpreendido nas urnas. "Eu não vim para essa eleição para ser coadjuvante, eu vim para disputar e ganhar a eleição", reforçou.