A tarde desta quinta-feira (8) foi marcada por violência política em Tegucigalpa, capital de Honduras, quando uma deputada foi atingida na cabeça por um explosivo. O episódio ocorreu nos arredores do Congresso Nacional, enquanto a parlamentar concedia entrevista à imprensa em meio a protestos relacionados ao processo eleitoral. Um vídeo registrou o momento do impacto. Assista acima.
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A agressão aconteceu durante manifestações convocadas após a abertura de uma sessão legislativa destinada a discutir a recontagem dos votos das eleições gerais. O resultado oficial do pleito foi divulgado em 24 de dezembro e apontou a vitória do candidato conservador Nasry Asfura, do Partido Nacional, em uma disputa marcada por margem apertada e contestação de adversários.
De acordo com informações oficiais fornecidas pelo Partido Nacional, de orientação de centro-direita, o explosivo foi lançado por membros do partido governista Liberdade e Refundação (Libre). A legenda opositora detalhou que a explosão ocorreu a poucos centímetros da deputada López, atingindo-a na região das costas e causando ferimentos. Até o momento, representantes do Partido Libre não se manifestaram oficialmente sobre as acusações de autoria do atentado.
A violência no Legislativo é um reflexo direto da desconfiança que permeia o processo eleitoral hondurenho. O Tribunal de Justiça Eleitoral foi acionado pelo candidato centrista Salvador Nasralla, que solicita a recontagem de votos em diversos departamentos do país. O pedido de revisão ocorre após a autoridade eleitoral ter declarado Nasry Asfura, do Partido Nacional, como o vencedor do pleito com uma vantagem inferior a 1% dos votos válidos.
Eleições de novembro e crise institucional
Honduras realizou eleições gerais em 30 de novembro, em um processo acompanhado por forte polarização política e atrasos na apuração oficial. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) informou que Nasry Asfura obteve 40,3% dos votos, enquanto Salvador Nasralla, do Partido Liberal, alcançou 39,5%, uma diferença inferior a um ponto percentual.
O cenário eleitoral também foi influenciado por posicionamentos internacionais. Durante a campanha, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio à candidatura de Asfura, o que gerou repercussão interna e críticas de setores da oposição.
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