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Trump elogia apuração brasileira e chama sistema eleitoral dos EUA de “corrupto”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a rapidez da apuração dos votos no Brasil e voltou a criticar o sistema eleitoral norte-americano nesta segunda-feira (5). Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano destacou que os brasileiros conheceram o resultado do primeiro turno no mesmo dia da votação. No entanto, ao fazer o comentário, Trump inicialmente confundiu o Brasil com a Índia e afirmou que o país asiático havia realizado uma eleição presidencial.

Foto: Isac Nóbrega/PR
Trump elogia apuração brasileira e chama sistema eleitoral dos EUA de “corrupto”

Sem citar os nomes de Flávio Bolsonaro ou Luiz Inácio Lula da Silva, que disputarão o segundo turno da eleição presidencial brasileira, Trump comparou a velocidade da apuração no Brasil com a contabilização de votos nos Estados Unidos. A publicação foi feita poucas horas após a conclusão da apuração do primeiro turno brasileiro, realizado no domingo (4).

Em publicação feita na rede social Truth Social, Trump enfatizou que no Brasil os eleitores conhecem o resultado "no mesmo dia", enquanto nos Estados Unidos, segundo ele, a contabilização de votos é feita por cédulas de papel e pode demorar até semanas para a conclusão.

"125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, no MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e em inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados — com números muito menores — muitas vezes levam semanas para serem fraudados... digo, calculados. O sistema de votação nos EUA é CORRUPTO!!!", publicou.

Reprodução/Truth Social
Trump elogia apuração brasileira e chama sistema eleitoral dos EUA de “corrupto”

Vale ressaltar que, ao fazer a publicação, Trump inicialmente se confundiu ao afirmar que o processo eleitoral havia ocorrido na Índia. No entanto, não houve eleição presidencial no país asiático. O número de eleitores e a duração do processo eleitoral indiano também são diferentes da realidade brasileira.

Horas depois, Trump corrigiu a publicação e substituiu a referência à Índia pelo Brasil. A publicação, porém, manteve a crítica ao sistema eleitoral dos Estados Unidos e o elogio à rapidez da apuração brasileira.

O comentário de Trump ocorre menos de uma semana após o jornal britânico The Guardian publicar uma reportagem afirmando que o governo dos Estados Unidos destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) para um projeto voltado a grupos da sociedade civil que fazem críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Um aporte de US$ 1 milhão, intitulado Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil, financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que o projeto chama de excesso de atuação judicial e censura por parte da Suprema Corte do Brasil”, diz a revista.

Após a divulgação da reportagem, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar o suposto financiamento e uma possível tentativa de interferência nas eleições brasileiras e de deslegitimação do STF.

Além disso, o governo Trump já havia demonstrado interesse em acompanhar e questionar o sistema eleitoral brasileiro. Em julho, o Brasil negou pedidos de visto para dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao país antes das eleições.

Os funcionários eram Riley M. Barnes, subsecretário do Departamento de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário adjunto. A intenção declarada era realizar reuniões com autoridades envolvidas no processo eleitoral brasileiro. O governo brasileiro, porém, decidiu negar os pedidos de visto.