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Promotoria da Coreia do Sul pede pena de morte para ex-presidente

A Promotoria da Coreia do Sul pediu nesta terça-feira (13) a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, acusado de liderar uma "tentativa de insurreição" ao decretar lei marcial e mobilizar tropas contra o Parlamento no fim de 2024. O pedido foi apresentado durante a audiência final do julgamento no Tribunal Central de Seul.

Reprodução
Promotoria da Coreia do Sul pede pena de morte para ex-presidente

Segundo os promotores, Yoon cometeu um dos crimes mais graves previstos na legislação sul-coreana ao tentar concentrar poder e romper a ordem constitucional. A acusação sustenta que o ex-mandatário agiu de forma deliberada para enfraquecer a democracia e não demonstrou arrependimento pelos atos praticados, o que justificaria a aplicação da pena máxima.

O episódio ocorreu na noite de 3 de dezembro de 2024, quando Yoon anunciou a imposição de lei marcial e determinou o envio de tropas ao Parlamento Nacional. A medida provocou reação imediata de parlamentares e da sociedade civil. Mesmo com a presença de militares, os deputados conseguiram entrar no plenário e aprovar a derrubada do decreto poucas horas depois.

Em abril de 2025, a Corte Constitucional decidiu pela destituição de Yoon Suk Yeol do cargo, ao concluir que ele havia violado a Constituição ao tentar impor a lei marcial sem respaldo legal. Desde então, o ex-presidente responde a processos criminais relacionados ao caso, incluindo acusações de abuso de poder e obstrução da Justiça.

Embora a pena de morte ainda exista no ordenamento jurídico da Coreia do Sul, o país não realiza execuções desde 1997, mantendo uma moratória de fato. Especialistas avaliam que, mesmo com o pedido da Promotoria, uma eventual condenação pode resultar em prisão perpétua ou em uma pena longa de reclusão. A sentença deve ser anunciada em fevereiro de 2026.


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