Mesmo sem figurar no top 3 geral dos cassinos online, o Aviator continua a concentrar atenção entre os jogos mais disputados do mercado brasileiro. Segundo levantamento recente da KTO, o jogo é o crash game mais jogado e o único título fora da categoria de slots a aparecer entre os dez mais populares.
O histórico do Aviator no Brasil confirma uma trajetória de destaque. Criado pela Spribe, o “jogo do aviãozinho” manteve relevância desde o início da regulamentação do setor. No estudo mais recente da KTO, o Aviator apresentou popularidade de 12,24% entre todos os títulos da plataforma, com 2,55% das rodadas totais, superando outros crash games como JetX e Spaceman.
De acordo com estudo da casa de apostas, o título chegou a concentrar 1 em cada 4 jogadores ativos no final de 2023, mantendo 61% desse público no ano seguinte. Mesmo diante da concorrência crescente no segmento de apostas, o Aviator mantém uma base sólida de jogadores e segue como referência entre os crash games.
Segundo a pesquisa da KTO, 40% dos entrevistados pela pesquisa da KTO consideram o Aviator seu crash game favorito.O tempo médio de uma rodada é de 13 segundos, o que ajuda a explicar sua alta frequência de participação.
Dados da KTO revelam preferência nacional
Mesmo nesse contexto, o Aviator conseguiu se manter entre os dez mais jogados, um feito notável em meio a títulos amplamente voltados ao público de slots. Os líderes de popularidade foram Touro Sortudo (41,14%) e Fortune Tiger (35,42%), reforçando a singularidade do “jogo do aviãozinho” como alternativa de jogo em tempo real e não baseado em rolagens de símbolos.
Mercado de apostas movimenta bilhões e amplia arrecadação federal
A expansão do mercado regulado de apostas resultou em forte impacto fiscal. De acordo com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), o setor movimentou cerca de R$ 37 bilhões em 2025, com arrecadação federal próxima de R$ 9,95 bilhões em tributos, incluindo IRPJ, CSLL, PIS/Cofins e contribuição previdenciária.
Desse montante, 12% foram destinados a fundos públicos e programas sociais, conforme previsto na Lei nº 13.756/2018. O número de apostadores ativos no país ultrapassou 25,2 milhões, sendo a maioria homens entre 31 e 40 anos. A consolidação da arrecadação e o avanço da fiscalização marcam a primeira fase de amadurecimento do mercado regulado.
Um dos principais avanços do governo federal na área foi o lançamento da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, disponível desde dezembro de 2025. O sistema permite que o cidadão bloqueie, de forma voluntária, o acesso a todos os sites de apostas e deixe de receber publicidade do setor.
Em pouco mais de um mês de funcionamento, a plataforma recebeu mais de 217 mil pedidos de bloqueio, sendo 25% por preocupação com o uso de dados pessoais. O CPF do solicitante fica impedido de ser usado em novos cadastros, e o serviço é integrado a orientações de saúde mental oferecidas pelo SUS.
Desenvolvida em parceria entre os ministérios da Fazenda e da Saúde, a iniciativa faz parte do programa nacional de jogo responsável, que inclui atendimento especializado e campanhas de prevenção.