Uma mulher identificada pelas iniciais E. S. M. foi indiciada pela Polícia Civil por extorsão após, segundo a investigação, ameaçar divulgar conteúdos íntimos com um empresário de Uruçuí e revelar informações sobre o relacionamento extraconjugal mantido entre os dois. A suspeita era empregada doméstica da casa da vítima e teria exigido sucessivos pagamentos para não expor a situação à esposa do homem e a terceiros.
A informação foi confirmada pelo delegado de Uruçuí, Marcos Halan. De acordo com ele, o relacionamento íntimo entre a investigada e a vítima ocorreu em 2023 e, após o término, ela teria começado a fazer cobranças acompanhadas de ameaças. “Ao longo do período investigado, a vítima realizou diversos pagamentos por meio de transferências via PIX. O valor total repassado ultrapassa R$ 20 mil, conforme a documentação bancária reunida no inquérito”, explicou o delegado.
As ameaças teriam se intensificado em julho deste ano, quando a vítima se recusou a realizar novos pagamentos. Segundo o relatório policial, a investigada teria utilizado múltiplos números de telefone para enviar mensagens à esposa da vítima, além de ameaçar criar perfis falsos em redes sociais e divulgar conteúdos de natureza íntima. Ainda, segundo a investigação, as ações tinham como objetivo constranger a vítima e obter novas vantagens econômicas.
“Entre os elementos que colhemos estão comprovantes de transferências bancárias, registros de mensagens, documentos relacionados às comunicações realizadas e uma declaração formal da própria investigada”, acrescentou Marcos Halan. Segundo o delegado, a empregada teria reconhecido as cobranças e afirmado que parte dos valores obtidos era utilizada, entre outras finalidades, para custear uma compulsão relacionada a jogos de azar.
Diante das provas reunidas, a polícia indiciou E. S. M. pelo crime de extorsão.
O delegado Marcos Halan fez um alerta: ameaças, chantagens e constrangimentos utilizados para obter dinheiro ou qualquer outra vantagem econômica podem configurar crime de extorsão. Ele ressaltou que dificuldades financeiras, problemas pessoais ou eventual compulsão por jogos de azar não justificam a prática de crimes.
“Orientamos as vítimas a não cederem às exigências, preservar mensagens, comprovantes de pagamentos, números de telefones, perfis utilizados e outros elementos que possam contribuir para a investigação, além de procurar imediatamente a polícia”, disse.