Enquanto os eleitores seguem às urnas neste domingo (4), máquinas escolhidas para fiscalização passam por testes que buscam verificar se os votos registrados correspondem ao resultado apresentado pela urna eletrônica. No Piauí, mais de 20 equipamentos participam dos procedimentos de auditoria realizados durante o primeiro turno das Eleições 2026.
Ao todo, 20 urnas eletrônicas passam pelo Teste de Integridade, sendo duas com uso de biometria e outras 18 sem o recurso. Além delas, três equipamentos foram submetidos a uma verificação de autenticidade dos sistemas, realizada nas próprias seções eleitorais. Os procedimentos são acompanhados por representantes de partidos políticos e instituições que participam da fiscalização das eleições.
No Teste de Integridade, cédulas de papel preenchidas no sábado (3) por representantes de partidos, colaboradores e servidores de instituições como Ministério Público, Justiça Federal e Justiça do Trabalho são utilizadas para simular uma votação.
As cédulas foram colocadas em urnas de lona e, neste domingo, os votos são digitados nas máquinas eletrônicas em condições semelhantes às de uma votação comum. Todo o procedimento é filmado e transmitido ao vivo, com a presença de representantes das instituições responsáveis pela fiscalização.
O objetivo é comparar, ao final do dia, a quantidade de votos registrada manualmente com o resultado apresentado pela urna eletrônica. A conferência deve ser concluída após o encerramento da votação, às 17h.
Segundo o juiz Francisco Valdo, presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, a intenção é verificar se cada voto inserido na simulação aparece corretamente no resultado da máquina. “O nosso objetivo é que cada cédula de papel, ao final, a urna vai refletir, vai totalizar exatamente aquela quantidade de votos que foram depositados nela”, afirmou.
Caso seja encontrada alguma diferença entre a contagem das cédulas e o resultado eletrônico, a gravação do procedimento pode ser consultada para identificar em qual momento ocorreu o erro. Segundo o magistrado, uma eventual inconsistência pode estar relacionada à própria digitação dos números pelos servidores que participam do teste.
“Quando há uma inconsistência, e ela é remota, mas quando há, o que a gente faz é pegar a gravação que foi feita, retorna a gravação lentamente e encontra onde o servidor digitou o número errado”, explicou.