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TRE-PI vai auditar urnas de 23 seções eleitorais no fim de semana da eleição

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) vai selecionar urnas eletrônicas de 23 seções eleitorais do estado para serem submetidas a procedimentos de auditoria durante o fim de semana do primeiro turno das eleições de 2026. O sorteio ou indicação dos equipamentos será realizado em audiência pública no sábado (3), a partir das 7h, no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), em Teresina.

Rovena Rosa/Agência Brasil
TRE-PI vai auditar urnas de 23 seções eleitorais no fim de semana da eleição

Os procedimentos foram detalhados nesta terça-feira (29), durante reunião da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) com representantes de partidos, coligações, federações e órgãos responsáveis pela fiscalização do processo eleitoral. Participaram do encontro integrantes do Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Contas da União (TCU), além de representantes partidários.

Das 23 seções escolhidas, três terão as urnas submetidas ao teste de autenticidade dos sistemas no próprio local de votação, no domingo (4). Outras duas participarão do teste de integridade com biometria, que será realizado em duas seções do Instituto Dom Barreto, unidade Leste, em Teresina.

As 18 urnas restantes serão retiradas dos respectivos locais de votação e substituídas por equipamentos de contingência. Elas serão encaminhadas à capital ainda no sábado e permanecerão sob a guarda da Polícia Federal até serem levadas, no domingo, ao prédio novo do Tribunal de Justiça, onde passarão pelo teste de integridade sem biometria.

Segundo o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, a auditoria integra um conjunto de cerca de 30 etapas de fiscalização das urnas eletrônicas e permite o acompanhamento direto por partidos, candidatos e demais entidades fiscalizadoras.

“A comissão de auditoria é mais uma etapa importante desse procedimento, das 30 etapas que existem de fiscalização e auditagem das urnas eletrônicas. Tem justamente essa missão de que os partidos políticos, as coligações e os candidatos possam ter acesso a uma amostragem de urnas eletrônicas e verificar os sistemas”, afirmou.

Teste compara votos em papel com resultado da urna

No teste de integridade sem biometria, votos previamente registrados em cédulas de papel são digitados nas urnas eletrônicas ao longo do mesmo período da votação oficial, das 8h às 17h. Ao final, o boletim emitido pelo equipamento é comparado com os votos registrados nas cédulas.

Segundo o presidente da CAVE, juiz Francisco Valdo Rocha dos Reis, o objetivo é demonstrar que os votos inseridos durante o teste correspondem exatamente ao resultado apresentado pela urna ao término da votação.

“As críticas existem, mas nunca foram comprovadas. É por isso que nós chamamos todas aquelas pessoas que têm interesse em se certificar da segurança da urna eletrônica para acompanhar o nosso trabalho. Tudo o que fazemos é público. O que fazemos é atestar que a urna funciona com os programas do TSE, que o voto depositado pelo eleitor aparece no resultado da urna eletrônica e que a totalização corresponde à quantidade de votos depositados”, declarou.

Todo o procedimento será filmado e acompanhado por representantes das entidades fiscalizadoras. A auditoria também será transmitida ao vivo pelo canal do TRE-PI no YouTube.

As cédulas utilizadas no teste serão preparadas no sábado por 85 colaboradores externos da Justiça Eleitoral, após a definição das seções auditadas. O material será lacrado e permanecerá guardado na Polícia Federal junto com as urnas selecionadas para o teste de integridade.

Ministério Público acompanha procedimento

A promotora Flávia Gomes, do Ministério Público Eleitoral, destacou que representantes do órgão acompanham todas as etapas da auditoria e ressaltou que o procedimento busca dar transparência ao processo de votação.

“Na véspera da eleição, às sete horas da manhã, haverá uma audiência pública onde serão sorteadas as urnas que virão de todo o estado para serem auditadas. Teremos a urna de lona e a urna eletrônica, e todo voto que cair na urna eletrônica tem que ser depositado também na urna de lona e depois auditado, de forma que os resultados sejam iguais”, explicou.

Segundo a promotora, a comparação é uma das formas utilizadas para demonstrar a correspondência entre o voto registrado e o resultado final apresentado pelo sistema.

“É para dar transparência, provar a integridade de todo o processo eleitoral e fazer com que a população tenha cada vez mais segurança de que o voto que ela dá na urna é o mesmo voto computado pela Justiça Eleitoral”, completou.

Além do teste de integridade sem biometria, a auditoria inclui o teste com biometria e a verificação de autenticidade dos sistemas instalados nas urnas. Os três procedimentos serão realizados no primeiro turno, em 4 de outubro, e novamente em eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.