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Teresinense precisa trabalhar 93 horas para pagar uma cesta básica, aponta Dieese

O trabalhador que recebe o salário mínimo precisou dedicar 93 horas e 37 minutos de trabalho para comprar uma cesta básica em Teresina no mês de agosto, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O tempo necessário foi menor que o registrado em julho, quando eram exigidas 95 horas e 19 minutos.

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Teresinense precisa trabalhar 93 horas para pagar uma cesta básica, aponta Dieese

A cesta básica custou R$ 689,81 em Teresina, uma redução de 1,77% em relação ao mês anterior. Apesar da queda, o valor acumula alta de 6,93% no ano, considerando o período de dezembro de 2025 a agosto de 2026. Na comparação com agosto de 2025, o aumento foi de 3,98%.

O custo da cesta comprometeu 46% do salário mínimo líquido em agosto, considerando o valor após o desconto de 7,5% referente à contribuição para a Previdência Social. No mesmo mês de 2025, o trabalhador precisava trabalhar 96 horas e 9 minutos para adquirir o conjunto de alimentos.

Dos 12 produtos pesquisados em Teresina, cinco tiveram redução de preço em agosto. O tomate apresentou a maior queda, de 18,28%, seguido pelo feijão carioca (-3,55%), manteiga (-1,72%), farinha de mandioca (-1,72%) e café em pó (-1,31%).

Por outro lado, sete produtos ficaram mais caros. O leite integral teve a maior alta, de 7,66%, seguido pelo arroz agulhinha (3,47%), banana (1,60%), carne bovina de primeira (0,76%), óleo de soja (0,71%), pão francês (0,61%) e açúcar cristal (0,27%).

Apesar da redução no valor geral da cesta em agosto, alguns produtos registram aumentos expressivos no acumulado de 2026. O feijão carioca subiu 54,29% desde dezembro de 2025, enquanto o leite integral acumula alta de 27,13%. Já o açúcar cristal apresentou a maior redução no período, com queda de 10,19%.

Na comparação dos últimos 12 meses, quatro produtos registraram aumento: feijão carioca (50,39%), leite integral (18,09%), carne bovina de primeira (13,51%) e banana (3,81%).

Os outros oito itens pesquisados tiveram redução de preço no período. As maiores quedas foram observadas no açúcar cristal (-19,21%) e no tomate (-14,78%). Em agosto, o preço da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais brasileiras na comparação com julho. Apesar disso, todas as capitais registraram aumento no acumulado do ano.