Para muitas pessoas, o celular tornou-se uma extensão da própria vida. É nele que estão fotos, documentos, aplicativos bancários, informações confidenciais do trabalho, entre outros dados importantes. Por isso, criar senhas seguras e proteger este acesso é extremamente importante, tanto para proteger os dados pessoais quanto para evitar golpes.
O professor Bringel Filho destaca que está cada vez mais fácil as pessoas caírem em golpes. Ele comenta que, após a pandemia, muitas pessoas passaram a integrar suas atividades e rotinas ao ambiente digital e, consequentemente, aumentaram também a quantidade de senhas a serem gerenciadas. Por isso, é importante ter esse cuidado na hora de criar uma senha.
“É importante ter o cuidado de não criar uma senha muito complicada, e acabar esquecendo ou sendo muito difícil de ser lembrada, como também não tão óbvio, ao ponto de um golpista facilmente recuperar”, disse.
Bringel Filho orienta nunca utilizar sequências numéricas, como de 1 a 8, que correspondem ao tamanho mínimo de senha solicitado pela maioria dos serviços. Deve-se evitar ainda utilizar o próprio nome, datas de nascimento, suas ou dos filhos, ou até mesmo o endereço.
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“São informações que o golpista pode recuperar por engenharia social, que é o 'stalker', que é a recuperação de informações. Uma vez que a senha é a primeira chave de acesso de um serviço, seja bancário ou em uma rede social, como sugestão, eu recomendo ativar a segunda etapa, como se fosse um segundo cadeado. É um processo simples, mas que adiciona um nível a mais de segurança”, explica.
Para garantir uma senha segura, o professor orienta que sejam utilizadas estratégias, como a combinação de números e letras. Uma sugestão é utilizar o trecho de uma música ou uma frase e substituir algumas letras por números.
“No lugar da letra O, coloca-se o 0 [zero], no lugar da letra L, coloca-se o numeral 1 [um]. Ou seja, a pessoa vai fazendo uma brincadeira, o que aumenta a dificuldade, pois os golpistas terão que testar muitas possibilidades. Ao utilizar @ e #, você aumenta a dificuldade para que o golpista descubra sua senha”, comenta. O professor destaca ainda que, para quem tem dificuldade em lembrar, a orientação é anotar a senha em um local seguro até que ela seja memorizada.
O professor orienta que, apesar de criar uma senha completa e bem estratégica, é importante que ela não seja utilizada em todos os serviços. Bringel Filho lembra ainda que cada serviço terá suas próprias regras para a criação de senhas: enquanto as senhas bancárias são compostas apenas por números, e-mails exigem mais caracteres especiais e letras.
“Essa senha vai depender do serviço e do nível de prejuízo que essa pessoa terá caso esse serviço seja invadido. Em um banco, a senha precisa ser mais complexa porque o prejuízo será maior”, disse o professor Bringel Filho.
Contudo, há outras formas de proteção que também exigem atenção. Atualmente, uma das mais utilizadas e seguras é a biometria facial. As senhas por desenho também são consideradas seguras, mas podem ser mais fáceis de esquecer. Além disso, deixam marcas da digital na tela do aparelho, facilitando a visualização do rastro deixado pelo dedo. Já a autenticação por impressão digital também é considerada uma alternativa segura.