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Samuel Rêgo defende novo hospital psiquiátrico e ampliação da rede de saúde mental no Piauí

O candidato a deputado estadual Samuel Rêgo (PSDB) defendeu a construção de um novo hospital psiquiátrico no Piauí e a ampliação da rede ambulatorial de saúde mental como prioridades para um eventual mandato na Assembleia Legislativa. Médico psiquiatra, ele também afirmou que pretende intensificar a fiscalização sobre hospitais e obras na área da saúde.

As declarações foram concedidas nesta sexta-feira (28), durante participação no programa Comando Geral, da O Dia TV. Ao avaliar o atendimento em saúde mental no estado, Samuel reconheceu a importância dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas disse considerar insuficiente a estrutura disponível para consultas, acompanhamento psicológico e internações.

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Samuel Rêgo defende novo hospital psiquiátrico e ampliação da rede de saúde mental no Piauí

“Hoje a rede de saúde mental, a estruturação dela é bem aquém da necessidade. Então se criou os CAPS, que realmente foi algo muito bom, foi um avanço, nós não podemos negar. Mas hoje a rede ambulatorial, por exemplo, é fraquíssima, quase inexistente. Então se uma pessoa quiser marcar uma consulta como psiquiatra, como psicólogo, para fazer acompanhamento ambulatorial, não existe”, afirmou.

O candidato citou ainda a situação do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina, após realizar uma visita de fiscalização à unidade. Segundo Samuel, a estrutura atual não atende adequadamente à demanda do estado e deveria ser substituída por um novo modelo de hospital integrado a outras especialidades médicas.

“Hoje o Hospital Areolino de Abreu é o único hospital psiquiátrico para atender todo o estado do Piauí. Não tem como você internar alguém ali. Aquele hospital ele deveria realmente, nas condições que está hoje, atualmente, ninguém ser internado ali. Então, o que é que nós precisamos? Nós precisamos de um hospital psiquiátrico novo. O Hospital Areolino de Abreu é da década de 40. É uma estrutura antiga, arcaica”, declarou.

Samuel defendeu que o atendimento psiquiátrico seja inserido em uma estrutura hospitalar integrada, evitando, segundo ele, um modelo que isole os pacientes com transtornos mentais das demais áreas da saúde.

“É isso que preconiza hoje a psiquiatria moderna. Não essa estrutura de asilar é que separa o paciente psiquiátrico da sociedade, mas aquela estrutura que está integrada, inclusive com os próprios CAPS. Tem um CAPS do lado do hospital da URBES, ao lado tem um CAPS. Então, é uma rede que realmente é integrada e que funciona. Então, os CAPS foram um avanço, mas a rede está incompleta, a gente tem que avançar”, pontuou.

Fiscalização de hospitais também entra nas propostas

Além da saúde mental, Samuel Rêgo afirmou que pretende utilizar o mandato para fiscalizar a aplicação de recursos e a execução de obras nos hospitais públicos. O candidato citou intervenções em São Raimundo Nonato e Picos que, conforme sua avaliação, apresentam atrasos ou ainda não foram totalmente concluídas.

“Dos deputados atuais que estão na Assembleia você não viu qualquer um desses fiscalizando hospitais, nenhum. Então é papel do deputado, ele está atuando nessa fiscalização, cobrando que as leis sejam aplicadas. Então, por exemplo, destinaram 10 milhões de reais ao Hospital de São Raimundo Nonato. Iniciaram a reforma lá há três anos. A reforma não passou nem da metade”, disse

Ao tratar da relação com outras forças políticas em um eventual mandato, Samuel disse que está aberto ao diálogo com partidos de diferentes campos ideológicos, mas rejeitou acordos que classificou como “conchavos”.

“Eu acho que o diálogo é sempre bem-vindo. O diálogo é civilizado. Nós somos uma civilização. Agora, o que não pode acontecer é o conchavo, que é só o que tem acontecido lá na Assembleia. Porque o conchavo, ele visa interesses de poucos. O diálogo não. Ele visa o interesse da maioria. Então, eu estou sempre pronto para dialogar com qualquer partido, seja ele de esquerda, de direita, de centro. Agora, o que eu não vou aceitar e não vou coadunar são os conchavos, com a politicagem”, finalizou.