A série “Emergência Radioativa”, lançada pela Netflix em 18 de março de 2026, retrata os desdobramentos do acidente com Césio-137 em Goiânia, em 1987, considerado o maior desastre radiológico fora de usinas nucleares. Na trama, a atriz piauiense Ana Costa dá vida a Antônia, uma das primeiras pessoas contaminadas, que identifica os sintomas e aciona as autoridades sanitárias.
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Natural de São Raimundo Nonato, no interior do Piauí, Ana Costa viveu na cidade até os 18 anos, quando se mudou para São Paulo. Desde a infância demonstrava interesse pela atuação, participando de atividades escolares e pequenas encenações. Na capital paulista, iniciou sua formação em teatro e passou a atuar profissionalmente nos palcos a partir dos 26 anos.
Antes da estreia na Netflix, Ana Costa construiu uma trajetória em produções televisivas e no streaming. Em 2018, ingressou no audiovisual com a série “Carcereiros”, da Rede Globo, e também participou de produções do Canal Futura. Desde então, acumulou papéis em séries como “Ninguém Tá Olhando”, “A Caverna de Petra” e “DNA do Crime”, além de trabalhos no cinema, incluindo curtas e longas exibidos em festivais.
Entre seus trabalhos mais recentes estão o curta “O Novo Corpo” (2025) e o longa “O Que Sobrou do Céu”, ainda sem data de estreia. Ela também integrou a série “Tremembé”, disponível em plataformas de streaming.
Em “Emergência Radioativa”, Antônia é retratada como uma das primeiras contaminadas após a abertura de um equipamento de radiografia contendo material radioativo. A personagem percebe os sintomas iniciais e busca ajuda das autoridades, conduzindo parte central da narrativa.
Após a estreia, Ana Costa comentou, por meio das redes sociais, sobre o alcance do trabalho. Ela destacou a chegada de novos públicos e a interação com espectadores. “Chegou muita gente desde dia 18 e obrigado inclusive por estarem aqui. São pessoas que não me conhecem pessoalmente, estão conhecendo o trabalho da Ana e eu fico muito feliz”, afirmou.
Sobre a construção da personagem, a atriz destacou o impacto das decisões individuais em histórias coletivas. “Viver a Antônia foi um presente e ela resume tantas outras mulheres que tomam decisões que mudam trajetórias e salvam vidas”, disse.
A produção, protagonizada por Johnny Massaro, acompanha físicos e médicos diante da contaminação em massa. Massaro interpreta Márcio, um jovem físico que identifica os riscos da radiação logo nos primeiros momentos da crise.
Baseada em fatos reais, a série mostra como o material radioativo se espalhou após o descarte irregular de um aparelho de radiografia. Em 13 de setembro de 1987, catadores encontraram o equipamento em um ferro-velho e manipularam a substância sem saber do perigo.
Com a circulação do material pela cidade, os níveis de radiação atingiram patamares críticos antes da resposta das autoridades, resultando em quatro mortes e centenas de pessoas afetadas.
Classificado como nível 5 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, o episódio mobilizou equipes de saúde e segurança em uma operação de emergência. O elenco ainda conta com Leandra Leal, Paulo Gorgulho, Tuca Andrada, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia e Emílio de Mello.
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