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Piauí reduz desmatamento em 51,2% no Cerrado, mas segue como 3º em área sob alerta

As áreas sob alerta de desmatamento no Cerrado registraram redução de 7,8% no ciclo de agosto de 2025 a julho de 2026. Ao todo, foram identificados 5.119,46 km² de área sob alerta em toda a região do bioma. O Piauí conseguiu reduzir em 51,2% a área desmatada em relação ao ciclo anterior, mas ainda se mantém como o terceiro estado com maior área sob alerta entre os que compõem o Cerrado.

Thomas Bauer/Instituto Sociedade, População e Natureza
Levantamento do Inpe aponta queda de 7,8% nos alertas de desmatamento em todo o bioma.

O Piauí ficou atrás apenas do Maranhão, que concentrou a maior área sob alerta do bioma, com 1.276,92 km², e do Tocantins, com 1.189,9 km². No território piauiense, a área de alerta chegou a 568,23 km². Na sequência do ranking aparecem Mato Grosso (562,02 km²), Bahia (534,94 km²) e Minas Gerais (490,38 km²).

Os números fazem parte de um levantamento mais amplo divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os dados foram publicados na última sexta-feira (7) e reúnem informações de dois sistemas de monitoramento que acompanham o desmatamento no país. Além do recorte sobre o Cerrado, o Inpe também apresentou os resultados do Sistema Prodes, que aponta queda no desmatamento nos biomas Caatinga, Mata Atlântica e Pampa ao longo de 2025.

Reprodução/Agência Brasil
Brasil tem redução dos alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

Na Caatinga, o levantamento do Prodes mostra que a área desmatada somou 2.289,54 km² no período entre agosto de 2024 e julho de 2025, uma retração de 34,3% frente aos 3.484 km² contabilizados no ciclo anterior.

A Amazônia, por sua vez, registrou o resultado mais expressivo entre os biomas monitorados. As áreas sob alerta de desmatamento na região caíram 36% no ciclo de agosto de 2025 a julho de 2026, somando 2.874,38 km². Trata-se do menor patamar já registrado na série histórica do Deter para o período, iniciada em 2016, e um número 55,6% inferior à média apurada nos últimos dez ciclos, entre 2015/2016 e 2024/2025.

O Deter e o Prodes integram o Programa de Monitoramento do Desmatamento (BiomasBR), coordenado pelo Inpe. Enquanto o Deter emite alertas diários de supressão vegetal e subsidia ações de fiscalização em tempo real, o Prodes faz o levantamento anual das taxas de desmatamento com maior grau de precisão, sendo a referência oficial usada nas políticas públicas de controle do desmatamento nos biomas brasileiros.