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PETR4 recua 0,93% e opera a R$ 37,45 nesta quarta-feira

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em queda nesta quarta-feira (1º), primeiro pregão do segundo semestre de 2026. Por volta das 10h30, os papéis eram negociados a R$ 37,45, com desvalorização de 0,93%, equivalente a uma perda de R$ 0,35 por ação. O movimento acompanha a pressão sobre o setor de petróleo e a baixa generalizada do Ibovespa no início do mês de julho.

O ativo abriu o dia cotado a R$ 37,50 e oscilou entre a mínima de R$ 37,40 e a máxima de R$ 37,60 durante a sessão. A volatilidade reflete o cenário de incertezas no mercado de commodities energéticas, com investidores monitorando de perto os desdobramentos das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

Petróleo Brent pressiona PETR4 com queda trimestral histórica

O principal fator de pressão sobre as ações da Petrobras é a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent, referência para a estatal brasileira, opera próximo a US$ 73, registrando sua maior queda trimestral desde 2020, com recuo de aproximadamente 30% no segundo trimestre de 2026. A commodity acumula perdas de cerca de 20% apenas em junho.

A queda acentuada nos preços do petróleo está diretamente relacionada ao avanço nas negociações de paz entre Washington e Teerã, que elevaram as expectativas de normalização dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Com a perspectiva de aumento da oferta global, analistas alertam para um possível excesso de barris no mercado nos próximos meses.

Ibovespa inicia julho em baixa com commodities e bancos

O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, recuando mais de 1% nos primeiros negócios, pressionado pela baixa das commodities e pelo desempenho negativo dos grandes bancos. O principal índice da B3 encerrou o primeiro semestre com valorização acumulada de 6,76%, mas amargou queda de 8,24% no segundo trimestre, refletindo as incertezas geopolíticas e a volatilidade do mercado de petróleo.

Além do cenário externo, investidores acompanham a divulgação de indicadores econômicos importantes, como o PMI industrial do Brasil e dos Estados Unidos, além do relatório ADP de emprego americano, que serve como prévia para o payroll oficial previsto para esta quinta-feira (2).

Analistas mantêm visão positiva para PETR4 no longo prazo

Apesar da pressão de curto prazo, casas de análise mantêm recomendação de compra para as ações da Petrobras. O BTG Pactual reiterou recentemente o preço-alvo de R$ 62 para PETR4, destacando que a estatal possui uma posição única entre seus pares globais, com perfil robusto de produção e crescimento. A XP Investimentos também mantém visão construtiva, apontando que dividendos podem superar 10% ao ano caso os preços do petróleo permaneçam acima de US$ 65 por barril.

No acumulado de 2026, a PETR4 ainda apresenta valorização expressiva, tendo iniciado o ano negociando na casa dos R$ 30,82. O dividend yield dos últimos 12 meses gira em torno de 7,79%, com a companhia tendo distribuído aproximadamente R$ 3,69 por ação em proventos no período. A política de remuneração da Petrobras prevê distribuição de 45% do fluxo de caixa operacional menos investimentos, desde que a dívida bruta esteja dentro dos limites estabelecidos no plano estratégico.

Perspectivas para o segundo semestre

O segundo semestre de 2026 promete ser desafiador para as ações da Petrobras, com investidores atentos à evolução das negociações de paz no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços do petróleo. A companhia investiu R$ 26,8 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, demonstrando aceleração em sua estratégia de crescimento.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou recentemente que a Petrobras está se aproximando da marca de 3 milhões de barris de petróleo produzidos por dia, com destaque para o desempenho do campo de Búzios, que superou seu próprio recorde ao atingir 1,1 milhão de barris diários. Para os investidores, o desafio será equilibrar as perspectivas operacionais positivas com a volatilidade do cenário macroeconômico global.