A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou, somente em 2026, reajustes nas contas de luz que já atingem ou devem atingir cerca de 35 milhões de unidades consumidoras em todo o país. O senador Ciro Nogueira (PP) criticou os aumentos nesta terça-feira (20), apontando que em algumas localidades o reajuste ultrapassa 24%. No Piauí, a alta no fim de 2025 chegou a 13%.
Segundo o parlamentar, os reajustes aplicados pelas concessionárias públicas e privadas contaram com o aval do governo federal. Para Ciro Nogueira, os mais prejudicados são os consumidores de baixa renda.
"Em Roraima, o aumento passa de 24%. No Rio de Janeiro, 15%. Diversos outros estados já encaminham elevações na faixa de 18%. No setor elétrico, o governo pratica a política da gangorra: tarifas pra cima, salários pra baixo e quem paga a conta é o consumidor de baixa renda."
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Os aumentos aplicados superam a previsão média de 8% para 2026, divulgada pela própria Aneel em relatórios setoriais. Ainda assim, algumas distribuidoras mantiveram reajustes mais moderados, entre 5% e 7%, em razão de mecanismos de alívio tarifário aplicados em determinadas regiões.
Isenção na energia
Apesar das críticas do senador, o governo federal defende que o programa Luz do Povo, implementado no segundo semestre de 2025, passou a garantir gratuidade na conta de luz a cerca de 60 milhões de brasileiros por meio da Tarifa Social de Energia Elétrica.
A medida beneficia inscritos no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa e consumo de até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês. Esses consumidores ficam isentos do pagamento pela energia consumida, sendo cobradas apenas as taxas de iluminação pública e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
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