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AVC: conheça os tipos e saiba como reconhecer os sinais

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo, e é caracterizado como um déficit neurológico focal, ou seja, ocorre quando há a perda de uma função neurológica específica.

“O cérebro é todo setorizado, dividido em áreas responsáveis por funções específicas, como o movimento do braço, da perna, a fala e a sensibilidade. No AVC, acontece uma falha em uma dessas áreas, o que faz com que o paciente apresente sinais como boca torta, paralisia de braço ou perna, dificuldade na fala, entre outros”, explica o médico neurologista Antônio Coimbra.

Reprodução
AVC: conheça os tipos e saiba como reconhecer os sinais

Uma das características do AVC é que o início dos sintomas costuma ser repentino. Por isso, identificar o momento exato em que os sinais começaram é fundamental para o atendimento adequado. “A instalação do quadro é bem aguda. É muito importante saber quando aquilo aconteceu e como aconteceu”, reforça o especialista.

Existem dois tipos principais de AVC: isquêmico e hemorrágico. No AVC isquêmico, o mais comum, o sangue deixa de chegar a uma determinada região do cérebro devido à obstrução de um vaso. Já no AVC hemorrágico ocorre a ruptura de um vaso sanguíneo, provocando sangramento cerebral.

Segundo o neurologista, o risco de sequelas não está diretamente ligado ao tipo de AVC, mas à extensão da área afetada e às condições clínicas do paciente.

O risco de sequelas depende do tamanho da lesão e das comorbidades, como idade avançada, diabetes, tabagismo e outras doenças associadas

Antônio Coimbramédico neurologista

O tempo de socorro é decisivo para o prognóstico do paciente. “AVC tem tratamento, desde que as medidas sejam tomadas rapidamente. No caso do AVC isquêmico, até quatro horas e meia podemos realizar a trombólise endovenosa. Na fase aguda, também existe a trombectomia mecânica, cuja janela de tempo é um pouco maior. Em todo caso, o mais importante é reconhecer precocemente, acionar o Samu e ir imediatamente para o hospital, para não perder essa oportunidade”, orienta Antônio Coimbra.

O médico chama atenção para o fato de que o AVC, na maioria das vezes, não dá sinais prévios. Por isso, o controle dos fatores de risco é essencial. “Hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo estão diretamente ligados ao AVC. Nem sempre ele é um acidente; muitas vezes, é uma tragédia anunciada”, alerta.

Ao se deparar com uma pessoa que apresenta sintomas de AVC, a principal recomendação é manter a calma e acionar o socorro imediatamente. “Coloque o paciente em uma posição confortável, não ofereça líquidos ou alimentos e chame o Samu. Se possível, é importante medir a glicemia, pois a hipoglicemia pode simular um quadro de AVC, principalmente em pacientes diabéticos que usam insulina”, explica.

Outro ponto de atenção são os casos em que os sintomas desaparecem após alguns minutos. “Quando a pessoa sente sinais parecidos com AVC e eles somem rapidamente, isso não deve ser ignorado. Trata-se do Acidente Isquêmico Transitório, conhecido como ‘princípio de AVC’, e também exige avaliação médica urgente”, ressalta.

Engana-se quem acredita que o AVC atinge apenas pessoas idosas. Além dos fatores tradicionais, jovens também podem sofrer um AVC, especialmente em casos de uso de anabolizantes ou distúrbios raros de coagulação sanguínea.

Sinais que indicam a ocorrência de um AVC

S – Sorriso

peça para a pessoa sorrir e observe se a boca está torta.

A – Abraço

peça para levantar os braços e veja se há fraqueza em um dos membros.

M – Mensagem

peça para falar uma frase simples e observe se a fala está embaralhada.

U – Urgência

ao identificar qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o Samu – 192.


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