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Agosto Verde-claro: entenda o que é Linfoma, seus tipos e sintomas

O Agosto Verde-Claro marca o mês de conscientização, prevenção e combate aos linfomas, tipos de câncer que afetam o sistema linfático e podem atingir pessoas de diferentes idades. A campanha busca ampliar o conhecimento sobre a doença e seus sinais, especialmente porque o diagnóstico precoce pode influenciar as possibilidades de tratamento.

Os linfomas surgem quando os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo, sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Essas células podem se acumular principalmente nos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, mas também atingir outras partes do corpo.

Reprodução/Magnific
Agosto Verde-claro: entenda o que é Linfoma, seus tipos e sintomas

A doença é dividida em dois grandes grupos: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. Apesar de terem características diferentes, ambos podem apresentar sinais semelhantes e precisam de investigação médica para que seja possível identificar o tipo e definir o tratamento adequado.

Quais são os sintomas do linfoma

Entre os principais sinais de alerta estão o aumento indolor dos linfonodos, febre persistente, principalmente à noite, suor noturno excessivo, perda de peso sem causa aparente e cansaço intenso. Tosse, falta de ar, coceira generalizada e alterações em exames laboratoriais também podem ocorrer.

Outros sintomas dependem da região afetada pela doença. O paciente pode apresentar aumento do volume abdominal, sensação de saciedade, náuseas ou vômitos. A presença de um desses sinais, isoladamente, não significa que a pessoa tenha linfoma, mas alterações persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025 foram previstos cerca de 15.120 novos casos de linfoma no Brasil. A doença também pode aparecer na infância. O linfoma de Hodgkin representa aproximadamente 6% dos cânceres infantis, enquanto o não Hodgkin corresponde a cerca de 7%.

Qual a diferença entre os tipos

O linfoma de Hodgkin é menos frequente e está relacionado a um tipo específico de célula do sistema linfático. A doença costuma apresentar boa resposta ao tratamento, embora o prognóstico dependa de fatores como estágio e características individuais do paciente.

Já o linfoma não Hodgkin reúne um grupo amplo e diverso de doenças. Existem diferentes subtipos, com níveis variados de agressividade, evolução e resposta às terapias. Por isso, a identificação precisa do tipo de linfoma é fundamental para definir a conduta médica.

As causas exatas dos linfomas não são totalmente conhecidas. Alguns fatores, entretanto, estão associados a um risco maior, como alterações do sistema imunológico, determinadas infecções virais e bacterianas, doenças autoimunes e uso contínuo de medicamentos imunossupressores.

Entre as infecções relacionadas estão os vírus HTLV, Epstein-Barr e HIV, além da bactéria Helicobacter pylori, conhecida como H. pylori. A idade também pode ser um fator associado, especialmente nos casos diagnosticados em pessoas com mais de 60 anos.

Como é feito o diagnóstico

A investigação começa a partir da avaliação clínica e da análise dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Exames laboratoriais e de imagem podem ser utilizados para auxiliar na identificação de alterações e na localização das áreas suspeitas.

O diagnóstico definitivo, entretanto, é realizado por meio de biópsia da região afetada. O material coletado é encaminhado para análise patológica, que permite identificar se existem células características da doença e determinar o tipo de linfoma.

O tratamento varia conforme o tipo, estágio e características do câncer. Entre as possibilidades estão quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e, em determinadas situações, transplante de medula óssea.

A campanha Agosto Verde-Claro utiliza a informação como ferramenta para ampliar o reconhecimento dos sinais do linfoma. A orientação é procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes ou alterações que não tenham uma causa identificada, permitindo que a investigação seja feita de forma adequada.