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VÍDEO: Auditor da CGU é afastado após agredir ex-namorada e filho; Lula pede expulsão do servidor

Um auditor da Controladoria‑Geral da União (CGU), identificado como David Cosac Júnior, foi afastado cautelarmente do cargo por 60 dias após ser flagrado em vídeo agredindo sua ex-namorada e o filho dela, de 4 anos, no Distrito Federal. A decisão de afastamento, sem prejuízo da remuneração, foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (26) e inclui a proibição de acesso do servidor a prédios e sistemas da CGU enquanto seguem as apurações administrativas.

Reprodução/Câmera de segurança
Auditor da CGU é afastado após agredir ex-namorada e filho

O caso ocorreu em 7 de dezembro em Águas Claras, quando câmeras de segurança registraram o auditor desferindo socos, tapas e chutes contra a ex-namorada e o filho dela no estacionamento de um prédio residencial. As imagens foram encaminhadas anonimamente à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que abriu investigação sobre o episódio.

Em reação à repercussão do caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura de um processo administrativo interno visando à responsabilização e expulsão do servidor público federal. Lula afirmou nas redes sociais que não fechará “os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem” e destacou que servidores públicos devem ser exemplo de conduta dentro e fora do trabalho.

A CGU informou em nota que as agressões são “gravíssimas e inaceitáveis” e que serão adotadas todas as providências cabíveis no âmbito administrativo, em respeito ao devido processo legal, além das medidas já anunciadas de afastamento e proibição de ingresso em dependências do órgão.

Paralelamente, a Polícia Civil indiciou o auditor por lesão corporal qualificada contra a mulher e por maus‑tratos contra a criança, enquadrando os crimes também pela legislação de proteção à criança e pela Lei Maria da Penha, que combate a violência doméstica.

O caso segue sob investigação pelas autoridades policiais e administrativas, e o servidor pode, além de perder o cargo público, responder criminalmente pelos atos, que podem resultar em pena de mais de 10 anos de prisão, conforme a legislação vigente.

Confira o vídeo


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