Cientistas e centros meteorológicos internacionais, como a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), emitiram um alerta, na última semana, sobre a alta probabilidade de formação de um novo fenômeno El Niño em 2026, com início ainda durante o primeiro semestre do ano.
Segundo os modelos climáticos mais recentes, as chances de o evento se consolidar ultrapassam os 90% entre os meses de setembro e novembro deste ano. O cenário indica uma rápida elevação das temperaturas nas águas do Oceano Pacífico Equatorial já a partir do próximo semestre.
O El Niño é um ciclo climático natural que ocorre quando as águas superficiais do Pacífico tropical aquecem acima da média histórica. Esse aquecimento altera os padrões de vento em toda a atmosfera, gerando um efeito cascata nas condições meteorológicas globais.
De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC), a probabilidade de desenvolvimento inicial entre maio e julho de 2026 está em torno de 60%, mas ganha força total com a chegada da primavera no Hemisfério Sul.
Especialistas monitoram com preocupação a intensidade deste possível evento, que já é chamado por alguns centros de "Super El Niño". Essa classificação é utilizada quando o aquecimento das águas ultrapassa os 2°C acima da média.
As projeções atuais da NOAA apontam que há uma chance de 25% de um episódio forte e outros 25% de um evento muito forte, semelhante ao registrado entre os anos de 2015 e 2016.
Impactos previstos para o território brasileiro
No Brasil, a atuação do El Niño costuma modificar drasticamente a rotina da população e das atividades econômicas. Os efeitos mais comuns incluem o aumento significativo das chuvas na Região Sul, o que eleva o risco de enchentes e tempestades severas.
Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste tendem a enfrentar secas e estiagem severas, com redução dos níveis dos rios na Amazônia e maior incidência de queimadas devido à baixa umidade. O Centro-Oeste e o Sudeste brasileiro também devem sentir os reflexos através de ondas de calor mais frequentes e intensas.
Meteorologistas explicam que o El Niño funciona como um potencializador das temperaturas globais, que já apresentam tendência de alta devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana. Essa combinação pode fazer com que 2026 ou 2027 se tornem os anos mais quentes da história da Terra desde o início dos registros.
Além do desconforto térmico, o fenômeno traz riscos para a infraestrutura e a economia nacional. A Organização Meteorológica Mundial ressalta que o aquecimento do oceano aumenta a disponibilidade de energia e umidade na atmosfera.
Esses fatores podem resultar em episódios de chuva extremamente volumosa em curtos períodos, além de temporais e até o aumento da possibilidade de tornados em áreas específicas do Oeste da Região Sul.
O setor agrícola e o sistema de abastecimento de água são os mais vulneráveis a essas variações. Governos e organizações humanitárias já utilizam essas previsões para antecipar planos de resposta a desastres e ajustes na produção de alimentos. A expectativa é que o fenômeno, uma vez consolidado, permaneça ativo durante todo o verão de 2026 e se estenda até o início de 2027, impactando o preço de produtos e até mesmo o consumo de energia.
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