Com a chegada das festas de fim de ano, o aumento das comemorações traz impactos diretos para a rotina de cães e gatos. Fogos de artifício, música alta, visitas frequentes, portas abertas e alterações nos horários de alimentação e descanso colocam os animais em uma situação de maior vulnerabilidade.
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Especialista alerta que o período exige planejamento e atenção redobrada dos tutores para garantir conforto e segurança. Compreender como lidar com pets e as festas de fim de ano é fundamental para reduzir riscos. A definição sobre viagens, estadias fora de casa ou permanência com cuidadores deve ser feita com antecedência.
A adestradora e terapeuta de pets Virgínia Leal destaca que a falta de organização ainda é um problema recorrente nesse período. Ela explica que muitos tutores deixam decisões importantes para a última hora, o que acaba impactando diretamente o bem-estar emocional dos animais.
“Infelizmente, todo ano acontece a mesma situação, porque os donos dos pets não se programam e esquecem que aquele animal tem sentimentos e emoções, e vai sentir a ausência do tutor”, explica.
Como preparar o ambiente para cães e gatos durante as festas
Entre as recomendações para quem passa o fim de ano em casa, está a preparação do ambiente onde o animal ficará durante as comemorações. O objetivo é reduzir estímulos sonoros e evitar situações que favoreçam acidentes ou fugas.
Virgínia Leal orienta que portas e janelas sejam bem fechadas e, sempre que possível, abafadas para diminuir o impacto do barulho externo. A especialista explica que criar um espaço seguro ajuda o animal a se sentir mais protegido. “Estando em casa, o ideal é preparar um ambiente mais fechado, definir onde o pet vai ficar, disponibilizar uma mantinha e até objetos com o cheiro do tutor”, afirma.
Ela também menciona que terapias integrativas podem ser aliadas em alguns casos, desde que indicadas por profissionais. Recursos como florais ou práticas complementares podem auxiliar no relaxamento, especialmente para animais que já demonstram medo intenso de ruídos. “Um passeio antes da festa, sem exagerar na alimentação e mantendo cuidados ao longo do dia, ajuda o animal a ficar mais tranquilo no momento dos fogos”, orienta.
Dicas pets durante a queima dos fogos de artifício
O barulho dos fogos de artifício é um dos principais fatores de estresse para cães e gatos durante as festas de fim de ano. Por terem audição mais sensível, muitos animais interpretam o som como uma ameaça, o que pode desencadear reações de pânico e comportamento de fuga.
Confira algumas dicas:
- Mantenha o pet em um ambiente seguro e fechado: Deixe portas e janelas fechadas para reduzir o barulho. Se possível, escolha um cômodo mais silencioso da casa, onde ele já se sinta confortável.
- Abafe o som e distraia o animal: Ligue a TV, rádio ou coloque uma música calma para diminuir o impacto do barulho dos fogos. Brinquedos ou petiscos também ajudam a distrair.
- Passe tranquilidade e evite deixá-lo sozinho: Fique por perto, fale com voz calma e evite repreender se ele estiver assustado. Sua presença ajuda o pet a se sentir mais seguro.
Alimentação exige atenção redobrada nas ceias
A alimentação é outro ponto quando se fala em pets e as festas de fim de ano. Alimentos típicos das ceias não fazem parte da dieta de cães e gatos e podem causar intoxicações, problemas gastrointestinais e até quadros mais graves.
A recomendação é não oferecer restos de comida ou alimentos preparados para humanos. Frutas cítricas, doces, carnes temperadas e alimentos gordurosos devem ser evitados. O ideal é manter a dieta habitual do animal, respeitando horários e quantidades adequadas.
Viagens com pets devem ser avaliadas caso a caso
Para tutores que pretendem viajar, a orientação é avaliar se o deslocamento é realmente indicado para o animal, especialmente quando se trata da primeira viagem. O comportamento do pet no carro, a duração do trajeto e a forma de transporte precisam ser considerados.
A especialista destaca que, em alguns casos, é importante buscar orientação profissional antes da viagem. “É preciso observar como esse animal se comporta no dia a dia, se sente medo, se vai em caixa de transporte, cadeirinha ou cinto de segurança. Tudo isso exige adaptação e planejamento”, destaca.
Com informações da O Dia Tv.
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