A atriz, Paolla Oliveira utilizou suas redes sociais na quarta-feira (28) para expressar profunda indignação diante da morte do cão Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina. O animal, uma figura conhecida na comunidade local, precisou ser submetido a eutanásia após sofrer agressões severas, incluindo golpes de pauladas e marteladas.
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Considerado um cão comunitário, Orelha não possuía tutor formal, mas era alimentado diariamente e abrigava-se em uma das três casinhas instaladas no bairro para animais da região. Sua convivência com moradores e outros cães fazia com que fosse facilmente reconhecido pelos vizinhos.
Segundo relatos, ele estava desaparecido havia alguns dias quando foi encontrado caído em uma área de mata, apresentando ferimentos graves e sinais de sofrimento. Levado a uma clínica veterinária, a equipe constatou que não havia possibilidade de recuperação e realizou a eutanásia. A suspeita inicial é de que o animal tenha sido agredido com golpes, causando as lesões identificadas.
A atriz questionou as motivações por trás do ato de crueldade contra um animal inofensivo. “Como não parar um pouco a nossa vida para pelo menos falar alguma coisa, ver se alivia um pouco o coração diante da crueldade e de tamanha brutalidade que esses adolescentes cometeram contra um cãozinho, gente?”, declarou em vídeo publicado on-line no Instagram. Paolla enfatizou a frieza dos envolvidos e demonstrou preocupação com o futuro dos agressores na sociedade: “Bandidos que para mim já são”.
Durante o pronunciamento, ela destacou o contraste entre a gravidade do crime e a situação atual dos suspeitos, mencionando que alguns pertenceriam a famílias com alto poder aquisitivo. “Enquanto um está na Disney, a gente está aqui sem conseguir respirar, sem conseguir fechar os olhos e imaginar a cena”, afirmou, criticando o que chamou de "normalização do inaceitável". Para ela, o fato de os rostos dos menores serem preservados por lei, enquanto o crime foi cometido sem hesitação, é um ponto de revolta.
Ela encerrou sua fala reforçando a necessidade de manter o caso em evidência para garantir que a justiça seja feita. “O Orelha não está mais aqui, ele não sabe do que a gente está falando, mas é por justiça, pelo mínimo de consciência das pessoas que vão estar entre nós convivendo em sociedade amanhã e hoje”, concluiu.
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