O salário mínimo no Brasil passará a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor foi definido com base na política permanente de valorização do piso nacional, que considera a inflação e o desempenho da economia.
Pelas regras vigentes, o reajuste anual do salário mínimo leva em conta a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, neste caso, de 2024. Esse ganho real, no entanto, é limitado a um teto de 2,5% ao ano, conforme as regras fiscais em vigor.
A metodologia garante aumento acima da inflação, retomando uma política diferente da adotada nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o reajuste era restrito apenas à recomposição inflacionária.
De acordo com a Constituição Federal, o salário mínimo deve ser suficiente para assegurar condições básicas de sobrevivência ao trabalhador e sua família, incluindo alimentação, moradia, saúde, transporte, higiene e lazer. No entanto, dados do Dieese apontam que, em novembro de 2025, o valor ideal para suprir as necessidades de uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.067,18, o equivalente a cerca de 4,3 salários mínimos previstos para 2026.
Atualmente, cerca de 62 milhões de brasileiros têm rendimentos atrelados ao salário mínimo. Desse total, 29,3 milhões são aposentados e pensionistas do INSS, 17,7 milhões são trabalhadores com carteira assinada, 10,7 milhões atuam como autônomos, 3,9 milhões são empregados domésticos e 383 mil são empregadores.
Com o reajuste para R$ 1.621, a estimativa é de um impacto positivo de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. O novo valor representa um aumento nominal de 6,79% em relação ao piso atual.
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