O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo Jair Bolsonaro, Silvinei Vasques, teve a prisão preventiva decretada por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Até então, ele cumpria prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica. Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na trama golpista de 2022.
A tornozeleira eletrônica responsável pelo monitoramento deixou de emitir sinal na madrugada desta quinta-feira (25). Diante da falha, as autoridades brasileiras comunicaram imediatamente o ocorrido a países vizinhos, como Argentina, Paraguai e Colômbia.
Por volta das 3h, após a interrupção do sinal de GPS, agentes foram até o apartamento do ex-diretor e constataram que ele não se encontrava no local. Imagens do sistema de câmeras indicaram que Vasques permaneceu na residência até as 19h22 de quarta-feira (24).
As gravações também mostram o ex-diretor colocando bolsas no porta-malas de um carro. No momento, ele vestia calça de moletom preta, camiseta cinza e boné preto.
Após violar a medida judicial, Silvinei Vasques fugiu de carro de Santa Catarina para o Paraguai. Ele foi detido pelas autoridades paraguaias nesta sexta-feira (26), ao tentar embarcar para El Salvador utilizando um passaporte falso.
As informações sobre a fuga foram encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva. A Justiça do Paraguai deverá decidir sobre a extradição do ex-diretor da PRF ao Brasil.
Na decisão, Moraes mencionou que Vasques “carregou o veículo alugado com o seu animal de estimação e materiais para transporte de cachorro, incluindo ração e muitos sacos de tapete higiênico para cães”.
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