O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra do sigilo das investigações relacionadas ao caso do Banco Master. A manifestação ocorreu após o que classificou como "vazamentos seletivos". Segundo Lula, a medida deve ser adotada "doa a quem doer".
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Por meio das redes sociais, o presidente afirmou que a população precisa de esclarecimentos diante da crise financeira e institucional que, segundo ele, o país enfrenta. Na publicação, Lula classificou o episódio como "o maior crime financeiro da história do Brasil" e defendeu medidas para enfrentar a crise institucional.
"Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", informou trecho da publicação.
Lula também defendeu mais transparência nas investigações e citou a Operação Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2019. A operação investigou um grupo de hackers acusado de invadir dispositivos eletrônicos de autoridades, incluindo integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.
Em 2021, o então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, retirou o sigilo dos autos relacionados à Operação Spoofing. A decisão permitiu que a defesa de Lula tivesse acesso aos arquivos obtidos pelos hackers.
"Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido", disse.
Por fim, o presidente reforçou a defesa da quebra do sigilo de todos os envolvidos nas investigações do Banco Master.
"Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", disse o post.
Entre os episódios classificados por Lula como vazamentos seletivos estão informações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. O presidente também mencionou a divulgação de trechos de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Aliados de Lula já haviam defendido a quebra completa do sigilo das investigações após o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, retirar o sigilo de parte dos autos. A publicação do presidente ocorre em meio ao acirramento do embate entre ministros da Corte em torno da condução das investigações.