Golpes pela internet, morte durante assaltos e roubo de celulares estão entre os principais medos que fazem parte da rotina da população brasileira, de acordo com levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa “Medo do Crime e Eleições 2026” mostra que 96,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais têm receio de sofrer ao menos um tipo de violência ou crime no país.
O estudo aponta que o maior temor dos entrevistados é cair em golpes pela internet ou pelo celular, situação citada por 83,2% da população. Logo em seguida aparecem o roubo à mão armada, com 82,3%, e o medo de ser morto durante um assalto, apontado por 80,7% dos participantes.
Ter o celular furtado ou roubado também aparece entre as principais preocupações dos brasileiros, ocorrência mencionada por 78,8% dos entrevistados. Além disso, também foram citados os receios de ser vítima de bala perdida, invasão de residência e assassinato.
Os dados revelam, ainda, que a percepção de insegurança está ligada à experiência direta com a violência. Segundo a pesquisa, 40,1% dos brasileiros afirmaram ter sofrido algum tipo de crime ou violência nos últimos 12 meses, o equivalente a cerca de 66,8 milhões de pessoas.
Crimes digitais fazem mais vítimas
Entre os episódios mais frequentes relatados pelos entrevistados estão os golpes financeiros pela internet ou celular, que atingiram 15,8% da população. O percentual representa, aproximadamente, 25,3 milhões de pessoas.
A segunda ocorrência mais citada foi ter algum familiar ou conhecido assassinado, situação relatada por 13,1% dos entrevistados. Já as fraudes e desvios de dinheiro por aplicativos bancários ou PIX apareceram em terceiro lugar, atingindo 12,4% da população.
A pesquisa também identificou crescimento nos índices de roubos e furtos em áreas onde moradores percebem a presença de facções criminosas ou milícias. Nessas regiões, os casos de roubo de celular chegam a 12,1%, enquanto os assaltos na rua atingem 10,3%.
Segundo o levantamento, 41,2% dos brasileiros reconhecem a presença de grupos criminosos organizados nos bairros onde vivem, o que equivale a cerca de 68,7 milhões de pessoas.
Medo muda rotina da população
A sensação de insegurança também tem provocado mudanças nos hábitos cotidianos dos brasileiros. De acordo com o estudo, 36,5% dos entrevistados afirmaram mudar trajetos rotineiros por medo da violência. Outros 35,6% disseram evitar sair à noite e 33,5% deixaram de andar com o celular na rua.
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O levantamento mostra, ainda, que 26,8% passaram a retirar alianças ou acessórios para circular em espaços públicos, enquanto 22,5% desistiram de comprar determinados bens por medo de roubos e furtos.
A pesquisa aponta diferenças conforme gênero, raça e classe social. Mulheres relataram mais medo em todas as situações investigadas, principalmente em casos relacionados à violência sexual e doméstica.
Entre os entrevistados negros, os índices de vitimização foram superiores aos registrados entre pessoas brancas em crimes como roubo, bala perdida e homicídios de familiares ou conhecidos. Já entre as classes D e E, os maiores índices apareceram em crimes violentos e agressões físicas, enquanto as classes A e B concentraram maior exposição à golpes financeiros e fraudes digitais.
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