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Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e diz ter proposta "infinitamente melhor"

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta terça-feira (6), a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O candidato defendeu que os trabalhadores tenham liberdade para escolher a própria jornada e afirmou ter uma alternativa que considera "infinitamente melhor" do que a proposta em discussão no Congresso Nacional.

Joédson Alves/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e diz ter proposta "infinitamente melhor"

A declaração foi dada após Flávio se reunir com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Questionado pela imprensa sobre sua posição em relação ao fim da escala 6x1, o candidato afirmou que os trabalhadores deveriam ter autonomia para definir a própria carga horária.

"Meu posicionamento é o que já é público, é que tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária", disse.

Flávio defendeu ainda um projeto de autoria do coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que estabelece a remuneração do trabalhador com base nas horas trabalhadas.

O texto permite a redução da jornada semanal, mas difere da proposta que prevê o fim da escala 6x1 ao estabelecer que uma eventual diminuição da carga horária também poderá resultar na redução proporcional do salário.

Flávio também chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "oportunista" ao comentar a defesa do petista por uma jornada com dois dias de folga.

"Mais uma vez, só pra lembrar o timing do que estiver acontecendo. O Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem, de uma forma oportunista, querer fazer um movimento, achando que isso vai dar voto pra ele. Tenho certeza que o trabalhador brasileiro quer muito mais do que isso", declarou.

A proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 começou a avançar no Congresso no início do ano. A tramitação, no entanto, enfrentou resistência na Câmara dos Deputados, inclusive por parte do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e posteriormente no Senado, sob a condução de Davi Alcolumbre (União-AP).

Embora Alcolumbre tenha pautado três sessões de discussão da matéria nesta semana, a votação da PEC ainda é incerta. Governistas demonstram preocupação com o baixo número de senadores em Brasília nesta semana, o que pode dificultar a obtenção dos 49 votos necessários para a aprovação da proposta de emenda à Constituição.