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Flávio Bolsonaro crítica fim da escala 6x1 e defende remuneração por hora trabalhada

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta terça-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. Durante reunião do Partido Liberal em Brasília, o parlamentar afirmou que a sigla irá apresentar uma alternativa baseada na remuneração por hora trabalhada.

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro crítica fim da escala 6x1 e defende remuneração por hora trabalhada

A declaração de Flávio ocorre em um momento em que a Câmara dos Deputados acelera a tramitação da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho. Para o senador, a pauta discutida no Congresso carrega interesses eleitorais.

A coletiva desta terça-feira foi convocada após divulgação das conversas do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio não poupou críticas à proposta apoiada pelo presidente Lula.

"Todo mundo é a favor que se trabalhe menos e se ganhe mais. Só que, infelizmente, não é a realidade que está nesse projeto de lei apresentado pelo governo em ano eleitoral, com uma grande carga de hipocrisia e interesse nas eleições. Ele tenta vender uma solução fácil para a população que não vai resolver, vai gerar desemprego em massa, vai gerar aumento do custo de vida e vai prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar, ao contrário do que muita gente pensa", disse.

Em seguida, Flávio defendeu uma proposta alternativa do PL, que seria estabelecer um mecanismo de pagamento baseado em horas trabalhadas. De acordo com o senador, o trabalhador poderia escolher a sua jornada.

"Foi passado aqui pra nossa bancada essa sugestão, essa alternativa, que seria sim o trabalho remunerado pelas horas de trabalho com a garantia de todos os direitos trabalhistas, 13°, Fundo de Garantia, férias, todos os direitos trabalhistas garantidos, obviamente proporcionais às horas de trabalho. O trabalhador é que vai poder escolher a jornada que quiser. Se quiser trabalhar mais, trabalhe mais. Se não puder trabalhar tanto e precisar de flexibilidade, isso também vai tá atendido por essa legislação", destacou.

O senador também afirmou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está ultrapassada diante das transformações tecnológicas e das novas formas de contratação. "Uma época em que não existia internet, home office, aplicativo de entrega e aplicativos de transporte", afirmou. "O Brasil avançou e precisa de uma legislação mais moderna", finalizou.


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