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Deputada eleita de SP é denunciada ao MP por transfobia contra Erika Hilton

Uma publicação nas redes sociais levou a deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) a denunciar Eduarda Campopiano (PL) ao Ministério Público de São Paulo por supostos crimes de transfobia e violência política de gênero contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL). A representação foi apresentada na segunda-feira (5).

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Deputada eleita de SP é denunciada ao MP por transfobia contra Erika Hilton

O caso foi encaminhado ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP. Na publicação que motivou a denúncia, Campopiano chamou Erika Hilton de “homem biológico” e questionou como seria para a parlamentar saber que um homem biológico nunca ocuparia o espaço da mulher mais votada de São Paulo.

A declaração foi feita após o resultado das eleições do último domingo (4), quando Erika Hilton foi reeleita para a Câmara dos Deputados com 1.596.472 votos. Com o resultado, ela se tornou a mulher mais votada da história de uma eleição para a Câmara dos Deputados.

Na representação, Sofia Favero sustenta que a publicação não deve ser considerada apenas uma crítica política ou manifestação protegida pela liberdade de expressão. Segundo a deputada estadual eleita, o conteúdo teria como alvo a identidade de gênero de Erika Hilton e também atingiria outras mulheres trans.

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Post de Eduarda Campopiano nas redes sociais.

A ação pede que o Ministério Público instaure investigação e responsabilize Campopiano. Entrea as alegações apresentadas estão os possíveis crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero, considerando que o episódio teria ocorrido contra uma mulher trans no exercício de mandato eletivo.

Erika Hilton foi a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados em São Paulo nas eleições de 2026, superando o recorde anterior, de Joice Hasselmann, que havia recebido 1.078.66 votos em 2018, quando foi eleita deputada federal pelo então PSL.

Quem é Eduarda Campopiano

Aos 23 anos, Eduarda Campopiano ganhou projeção nacional por meio das redes sociais e de posicionamentos associados ao conservadorismo e ao bolsonarismo. Ela se apresenta como “inimiga número um das feministas” e já se posicionou contra políticas de cotas raciais e pautas progressistas, além de defender o porte de armas.

Antes das eleições, a então vereadora de Praia Grande (SP) também causou repercussão ao afirmar que agradecia a Deus pela chegada dos colonizadores ao Brasil e ao associar povos indígenas a práticas como canibalismo e sacrifícios.

Até o momento, a representação apresentada por Sofia Favero solicita que o MPSP apure os fatos e avalie eventual responsabilização de Campopiano pelos crimes apontados.