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Corretora assassinada: síndico confessa crime e indica onde deixou o corpo; veja o que se sabe

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quarta-feira (28), o síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, e o filho, Maykon Douglas de Oliveira, suspeitos de envolvimento no homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro do ano passado em Caldas Novas.

De acordo com a Polícia, o síndico do condomínio onde Daiane trabalhava confessou o crime. Ele levou os investigadores até o local onde o corpo foi abandonado, às margens da GO-213, rodovia que liga Caldas Novas a Ipameri e Pires do Rio, a cerca de 15Km da cidade.

Reprodução
Corretora assassinada: síndico confessa crime e indica onde deixou o corpo; veja o que se sabe

O delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pelo caso, informou que a confissão do síndico foi crucial para o avanço da investigação. O Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar nas buscas devido à dificuldade de acesso ao terreno. O síndico Cléber Rosa foi preso durante a madrugada desta quarta-feira, e seu filho, Maykon Douglas, também é suspeito de participação. Um porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Entenda o caso

Daiane Alves Souza foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, no condomínio onde trabalhava e morava, no bairro Thermal. Imagens de câmeras de segurança registraram a corretora descendo ao subsolo do prédio para verificar uma suposta falta de energia em seu apartamento.

As imagens gravadas pela própria vítima com o celular mostravam que apenas o apartamento dela estava sem luz, enquanto elevadores, corredores e áreas comuns permaneciam iluminados, o que levantou suspeitas de que o desligamento da energia pudesse ter sido proposital.

Em depoimento, Cléber Rosa de Oliveira afirmou que matou Daiane após uma discussão ocorrida no dia do desaparecimento. Segundo o relato inicial, ele teria agido sozinho e colocado o corpo da corretora na carroceria de sua picape antes de sair do condomínio.

No entanto, a Polícia Civil aponta contradições nessa versão. Imagens de segurança mostram o veículo de Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia 17 de dezembro, informação que contradiz o primeiro depoimento, no qual ele alegou não ter saído do local naquela noite.

As investigações também revelaram um histórico de conflitos entre Daiane e o síndico, que se intensificaram desde novembro de 2024. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), os desentendimentos começaram quando a corretora alugou um apartamento da mãe de Cléber para duas famílias de turistas, totalizando nove pessoas, um número acima do permitido pelas regras do condomínio.

O MPGO denunciou que, entre fevereiro e novembro de 2025, Cléber teria praticado atos de ameaça à integridade física e psicológica da corretora. As condutas relatadas incluem monitoramento constante, perturbação das atividades profissionais e interferências na vida pessoal de Daiane, que administrava apartamentos da família no condomínio alugados por temporada. Tais ações, segundo o Ministério Público, afetaram a liberdade, privacidade e rotina da vítima.


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